<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4816885594754935362</id><updated>2012-02-16T04:22:22.457-02:00</updated><title type='text'>STBN - Seminário Teológico Batista Nacional</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://stbndf.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4816885594754935362/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://stbndf.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Seminário Teológico Batista Nacional</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14888190827767300658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>7</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4816885594754935362.post-7953010444175098224</id><published>2007-08-30T12:19:00.000-03:00</published><updated>2007-08-30T12:21:53.391-03:00</updated><title type='text'>A inspiração e autoridade das Escrituras: uma perspectiva missiológica</title><content type='html'>&lt;p  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Uma das “reformas” mais marcantes da Reforma Protestante foi no seu conceito das Sagradas Escrituras. O grito protestante (era mesmo um protesto!), &lt;em&gt;sola Scriptura&lt;/em&gt;, era o &lt;em&gt;anúncio&lt;/em&gt; inequívoco da suprema autoridade e plena inspiração da Bíblia e, ao mesmo tempo, uma &lt;em&gt;denúncia &lt;/em&gt;da autoridade da tradição eclesiástica que se colocava no mesmo pé de igualdade com as Escrituras. O discurso reformado a respeito das Escrituras foi tão marcante que surtiu vários efeitos significantes. Por exemplo, transformou o conceito e a ordem da liturgia cristã. Com a ênfase no &lt;em&gt;sola Scriptura&lt;/em&gt; destacava-se a pregação da Palavra, ao invés da celebração da ceia como na missa católica. Também a ênfase na autoridade suprema das Escrituras contribuiu para mudanças no governo da igreja. E assim as igrejas reformadas se distanciaram dum sistema de governo estreitamente hierárquico. É possível dizer que o respaldo de &lt;em&gt;sola Scriptura&lt;/em&gt; despertou um novo interesse na exegese e menor interesse na dogmática ou na teologia histórica que, até hoje, são exploradas mais no meio católico (talvez os nossos teólogos discordem comigo!). Além destas transformações inteiras, a doutrina da autoridade e inspiração da Bíblia influenciou significantemente até mesmo na organização social e cultural dos povos mais atingidos pela Reforma Protestante. Por exemplo, por valorizar a leitura, foram especialmente os protestantes, por meio do movimento missionário, que promoveram cada vez mais a alfabetização, o ensino popular e até mesmo a ciência. Também contribuiu para o nascimento e promoção dos conceitos democráticos de governo. Logo a “reforma” no conceito das Escrituras foi incalculável dentro e fora da igreja, e permenece um dos assuntos mais importantes no meio evangélico.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por isso mesmo, resolvi escrever sobre este assunto sob uma nova ótica, a da missiologia. A missiologia, diferente da teologia, é uma reflexão dinâmica a partir da tarefa da igreja no mundo. Disto, eventualmente nasce a sua filha, a teologia, que procura sistematizar as reflexões missiólogicas além do seu contexto original e aplicá-las de modo mais geral. A reflexão que encontramos no Novo Testamento, por exemplo, é “missiológica”. Podemos também chamá-la de teologia de praxis. Foram os apologistas dos séculos posteriores que produziram as primeiras “teologias” como conhecemos hoje, em forma mais sistemática.&lt;span id="more-83"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O que diremos, pois, da autoridade e inspiração das Escrituras, duma perspectiva missiológica? Primeiro, lembramos duma importante distinção teológica dos reformadores. Entenderam que todas as três afirmações básicas da Reforma, &lt;em&gt;sola Scriptura&lt;/em&gt; (somente as Escrituras), &lt;em&gt;sola gratia&lt;/em&gt; (somente a graça), e &lt;em&gt;sola fidei&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;solus Christus&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Por isso queriam dizer que, sem um encontro vivo com Cristo, não se ouve as Escrituras com a devida inspiração e autoridade divinas porque Cristo é quem se dirije a nós pela leitura da Bíblia. Também, não experimentamos a graça de Deus, senão, somente pela eficácia da morte e ressurreição de Cristo, e somente dele nasce a nossa fé. É bom ressaltar esta distinção hoje, porque põe a discussão a respeito das Escrituras no seu devido lugar mais pessoal e menos abstrato, um lugar que ao meu ver, tanto &lt;em&gt;intensifica &lt;/em&gt;a sua importância quanto a &lt;em&gt;dinamiza&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt; (somente a fé), devem ser subordinadas à afirmação maior de &lt;/p&gt; &lt;p  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Intensifica &lt;/em&gt;porque se Cristo nos fala de modo especial através das Escrituras, a sua autoridade e inspiração aumentam. &lt;em&gt;Dinamiza &lt;/em&gt;porque tal inspiração e autoridade se mostra muito mais pessoal e relacional que abstrata, estática e mecânica. Afinal, a linguagem das Escrituras a seu próprio respeito não é uma linguagem altamente pessoal e relacional? Veja, por exemplo, as seguintes afirmações bíblicas do salmista:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;ul  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Com a sua palavra Deus veio curá-los e livrou-os da morte! (Salmo 107.20)&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Como é doce o gosto das tuas palavras; é mais doce do que o mel! (Salmo 119.103) … Antes de me teres punido, andava errado; mas agora obedeço à tua palavra. (v.67) … Com ânsia espero que me salves; pois pus a minha esperança na tua palavra! Os meus olhos anseiam por ver cumprida a tua palavra e eu pergunto: “Quando virás dar-me conforto?” (vv. 81-82) … A tua palavra é o farol que me guia; é a luz do meu caminho. Fiz um juramento e vou cumpri-lo: porei em prática os teus justos decretos. (vv.105-106) … Tu és quem me ampara e me protege; na tua palavra pus a minha esperança. (v.114)&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Com toda a minha alma espero o Senhor e confio na sua palavra. (Salmo 130.5)&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A resposta apropriada e igualmente pessoal do seguidor de Deus somente pode ser uma de plena e alegre obediência, sem diminuir ou acrescentar uma só palavra (Deuteronômio 4.2).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mas mesmo com esta dimensão altamente experimental, são muitas descrições da &lt;em&gt;qualidade &lt;/em&gt;em si das Escrituras. A “essência” da Palavra de Deus se descreve tipicamente com qualificativos superlativos, tais como:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;ul  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“perfeita”, “fiel” e “sábias” (Salmo 19.8)&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“justas”, “claras”, e esclarecedoras” (Salmo 19.9)&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“boas”, “permanentes” e “verdadeiras” (Salmo 19.10)&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“mais desjáveis do que ouro puro” e “mais doces que o mel dos favos” (Salmo 19.11)&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“instrutivas” e “proveitosas” (Salmo 19.12)&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Três qualificativos são especialmente aplicados à essência das Escrituras: são &lt;em&gt;verdadeiras &lt;/em&gt;(cf. Salmo 33.4-5) ,  são &lt;em&gt;confiáveis &lt;/em&gt;(Cf. Salmo 119.89-91, 160) ; e são &lt;em&gt;eficazes &lt;/em&gt;ou poderosas  (cf. Hebreus 4.12; Filemom 6; e Tiago 1.22).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Com tantos qualificativos tão bons e tão superlativos é admirável a insistência atual no meio evangélico no uso da palavra “inerrante” para qualificar a doutrina da inspiração e autoridade das Escrituras! A forte impressão que se tem é que sem uma afirmação da inerrância das Escrituras, não há um compromisso ortodoxo e sério o suficiente com as Escrituras. Mas se fosse assim, a perspectiva das Escrituras ao seu próprio respeito seria aquém de tal definição de ortodoxia. Ao meu ver, o contrário é o caso. Isto é, &lt;em&gt;uma afirmação da inerrância das Escrituras é uma afirmação muito aquém da afirmação das próprias Escrituras&lt;/em&gt;. A afirmação da inerrância das Escrituras é uma afirmação insuficiente quando se depara com as afirmações nas Escrituras a seu próprio respeito. O problema com o conceito da inerrância são vários, a saber:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;ol  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Na prática, a doutrina da inerrância impõe um critério estranho e moderno à avaliação das Escrituras. Digo “na prática” porque a doutrina da inerrância frequentemente desemboca numa metodologia de interpretação que desvaloriza a crítica histórica e metodologias que não sejam apenas gramaticais. No fim, a defesa da doutrina da inerrância corre o perigo de ser muito mais uma luta a favor de uma metodologia de interpretação do que uma defesa da autoridade e inspiração das Escrituras em si. Ora, a metodologia gramatical é o bê-á-bá da interpretação bíblica e de toda análise literária. Entretanto, lingüistas e peritos na área da comunicação, todos concordam que a metodologia gramatical não é a única metodologia à nossa disposição no estudo literário e certamente não revela tudo.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Na Bíblia o conceito de inerrância é um conceito aplicado a pessoas (Gênesis 4.12, 14; Jó 6.24; Salmo 58.4; 119.176; Jeremias 50.9; Juízes 20.16; Provérbios 12.26; 14.22) e não às Escrituras. Quem deve ser inerrante somos nós na nossa conduta e na nossa fé! Ou seja, o conceito da inerrância” é um conceito que provém do campo da &lt;em&gt;ética&lt;/em&gt;, e não do campo da &lt;em&gt;ontologia&lt;/em&gt;. Refere-se à conduta humana, e não à composição das Escrituras. O mais certo é advogar a doutrina da inerrância (isto é, a perseverança) na conduta cristã!&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt; &lt;p  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O que estamos dizendo, então: que as Escrituras podem errar? Se por isso, quer dizer, que as Escrituras são imperfeitas, menos que justas, não inteiramente fiéis, não tão doce quanto o mel ou menos desejáveis que ouro refinado… então, de jeito algum! Neste sentido podemos também afirmar a inerrância das Escrituras, sem entretanto, limitar as metodologias que aplicamos a sua interpretação. Mas infelizmente não é apenas isso que os defensores da inerrância das Escrituras querem promover. Querem também promover &lt;em&gt;uma &lt;/em&gt;metodologia “certa” de interpretação e &lt;em&gt;censurar &lt;/em&gt;outras.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Qual seria uma postura recomendável, se formos obrigados a ultrapassar ou resumir as belas afirmações das próprias Escrituras? Diríamos assim…&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;ol  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;As Escrituras são uma parte essencial e um relato fidedigno da auto-revelação especial de Deus. Todos os livros do Antigo e do Novo Testamento foram inspirados por Deus, se constituem como a sua palavra escrita, a única regra infalível de fé e de prática. Devem ser interpretados conforme o seu contexto e propósito e obedecidos no temor do Senhor que é quem fala por meio deles em poder vivo. Assim, reconhecemos o processo histórico, cultural e literário no qual os diversos autores viviam e escreveram e pelo qual Deus nos trouxe a Palavra. Igualmente, reconhecemos os propósitos de cada autor e, acima de tudo, que Deus teve quando as Escrituras foram escritas. Efetivamente pressupomos, usando a analogia da encarnação, a plena divina inspiração das Escrituras, quanto a sua plena humanidade ou historicidade.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Como a Palavra de Deus, todas as Escrituras são absolutamente essenciais para nossa ação em prol do Evangelho. Esta postura nos leva à participação sem vacilar no &lt;em&gt;missio Dei&lt;/em&gt;, revelada definitivamente em Jesus Cristo e manifestada pela obra contínua do Espírito Santo. A criação inteira, inclusive toda a humanidade, encontra o seu devido propósito e lugar unicamente em relacionamento vivo com Jesus Cristo.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A igreja compreende a sua tarefa no mundo (a motivação, o meio, a prioridade, o alvo, o alcance e o significado desta missão) em referência a própria missão de Deus para e em prol do mundo. Esta compreensão se informa por reflexão cuidadosa na revelação de Deus nas Escrituras e por atenção diligente, conforme o padrão paulino, em contextos específicos. A reflexão da igreja sobre sua tarefa no mundo (a missiologia) nunca se completa, da mesma forma que a sua missão para e pelo mundo só se completa no retorno de Cristo. A reflexão teológica contextual sempre permanece essencial para o engajamento eficaz da igreja na missão de Deus.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“Missão”, portanto, sempre é a &lt;em&gt;raison d’être&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;penúltima &lt;/strong&gt;da igreja. Sua razão &lt;strong&gt;última &lt;/strong&gt;de ser, para a qual a missão deverá contribuir, é a glória de Deus. Esta distinção é imporante e nos guarda dos perigos da auto-promoção eclesiática ou missionária. Quando a igreja se engaja corajosa e sacrificialmente na missão de Deus, sua própria chamada se renova e a glória de Deus é mais conhecida pela superfície da terra.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A igreja hoje continua a tarefa do povo de Deus desde o chamado de Abraão e que é derivada da própria missão e natureza de Deus. A natureza atual desta tarefa se esclarece através da reflexão atenciosa nas manifestações anteriores da misão de Deus através dos séculos, mas com atenção especial às Escrituras e reconhecendo a prioridade hermenêutica do Novo Testamento como o cumprimento desta expressão.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O desempenho da igreja na missão de Deus deve ser contínuo não apenas com a história desta missão, mas também deve se expressar em continuidade com todo o povo de Deus ao redor do mundo. Isto é, a unidade do povo de Deus mundialmente é também desafio para sua fidelidade. Em João 17.21, Cristo orou em favor dos seus seguidores, “que todos sejam um, como tú és,ó Pai, em mim e eu em ti também sejam eles em nós, para que o mundo creia que tú me enviaste.” Que nós sejamos uma resposta a esta oração ao invés da sua ocasião.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt; &lt;p  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Eis as nossas observações mais missiológicas. E uma boa afirmação teológica? Ainda achamos que a &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Confissão de Westminster&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; promove excelente reflexão teológica da autoridade e inspiração das Escrituras. Veja, especialmente os seguintes parágrafos:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;CAPÍTULO I&lt;br /&gt;DA ESCRITURA SAGRADA&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;I. Ainda que a luz da natureza e as obras da criação e da providência de tal modo manifestem a bondade, a sabedoria e o poder de Deus, que os homens ficam inescusáveis, contudo não são suficientes para dar aquele conhecimento de Deus e da sua vontade necessário para a salvação; por isso foi o Senhor servido, em diversos tempos e diferentes modos, revelar-se e declarar à sua Igreja aquela sua vontade; e depois, para melhor preservação e propagação da verdade, para o mais seguro estabelecimento e conforto da Igreja contra a corrupção da carne e malícia de Satanás e do mundo, foi igualmente servido fazê-la escrever toda. Isto torna indispensável a Escritura Sagrada, tendo cessado aqueles antigos modos de revelar Deus a sua vontade ao seu povo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Referências - Sal. 19: 1-4; Rom. 1: 32, e 2: 1, e 1: 19-20, e 2: 14-15; I Cor. 1:21, e 2:13-14; Heb. 1:1-2; Luc. 1:3-4; Rom. 15:4; Mat. 4:4, 7, 10; Isa. 8: 20; I Tim. 3: I5; II Pedro 1: 19.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;II. Sob o nome de Escritura Sagrada, ou Palavra de Deus escrita, incluem-se agora todos os livros do Velho e do Novo Testamento, que são os seguintes, todos dados por inspiração de Deus para serem a regra de fé e de prática:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O VELHO TESTAMENTO&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Gênesis&lt;br /&gt;Êxodo&lt;br /&gt;Levítico&lt;br /&gt;Números&lt;br /&gt;Deuteronômio&lt;br /&gt;Josué&lt;br /&gt;Juízes&lt;br /&gt;Rute&lt;br /&gt;I Samuel&lt;br /&gt;II Samuel&lt;br /&gt;I Reis&lt;br /&gt;II Reis&lt;br /&gt;I Crônicas&lt;br /&gt;II Crônicas&lt;br /&gt;Esdras&lt;br /&gt;Neemias&lt;br /&gt;Ester&lt;br /&gt;Jó&lt;br /&gt;Salmos&lt;br /&gt;Provérbios&lt;br /&gt;Eclesiastes&lt;br /&gt;Cântico dos Cânticos&lt;br /&gt;Jeremias&lt;br /&gt;Isaías&lt;br /&gt;Lamentações&lt;br /&gt;Ezequiel&lt;br /&gt;Daniel&lt;br /&gt;Oséias&lt;br /&gt;Joel&lt;br /&gt;Amós&lt;br /&gt;Obadias&lt;br /&gt;Jonas&lt;br /&gt;Miquéias&lt;br /&gt;Naum&lt;br /&gt;Habacuque&lt;br /&gt;Sofonias&lt;br /&gt;Ageu&lt;br /&gt;Zacarias&lt;br /&gt;Malaquias&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O NOVO TESTAMENTO&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mateus&lt;br /&gt;Marcos&lt;br /&gt;Lucas&lt;br /&gt;João&lt;br /&gt;Atos&lt;br /&gt;Romanos&lt;br /&gt;I Coríntios&lt;br /&gt;II Coríntios&lt;br /&gt;Gálatas&lt;br /&gt;Efésios&lt;br /&gt;Filipenses&lt;br /&gt;Colossenses&lt;br /&gt;I Tessalonicenses&lt;br /&gt;II Tessalonicenses&lt;br /&gt;I Timóteo&lt;br /&gt;II Timóteo&lt;br /&gt;Tito&lt;br /&gt;Filemon&lt;br /&gt;Hebreus&lt;br /&gt;Tiago&lt;br /&gt;I Pedro&lt;br /&gt;II Pedro&lt;br /&gt;I João&lt;br /&gt;II João&lt;br /&gt;III João&lt;br /&gt;Judas&lt;br /&gt;Apocalípse&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ref. Ef. 2:20; Apoc. 22:18-19: II Tim. 3:16; Mat. 11:27.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;III. Os livros geralmente chamados Apócrifos, não sendo de inspiração divina, não fazem parte do cânon da Escritura; não são, portanto, de autoridade na Igreja de Deus, nem de modo algum podem ser aprovados ou empregados senão como escritos humanos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ref.  Luc. 24:27,44; Rom. 3:2; II Pedro 1:21.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;IV. A autoridade da Escritura Sagrada, razão pela qual deve ser crida e obedecida, não depende do testemunho de qualquer homem ou igreja, mas depende somente de Deus (a mesma verdade) que é o seu autor; tem, portanto, de ser recebida, porque é a palavra de Deus.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ref.  II Tim. 3:16; I João 5:9, I Tess. 2:13.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;V. Pelo testemunho da Igreja podemos ser movidos e incitados a um alto e reverente apreço da Escritura Sagrada; a suprema excelência do seu conteúdo, e eficácia da sua doutrina, a majestade do seu estilo, a harmonia de todas as suas partes, o escopo do seu todo (que é dar a Deus toda a glória), a plena revelação que faz do único meio de salvar-se o homem, as suas muitas outras excelências incomparáveis e completa perfeição, são argumentos pelos quais abundantemente se evidencia ser ela a palavra de Deus; contudo, a nossa plena persuasão e certeza da sua infalível verdade e divina autoridade provém da operação interna do Espírito Santo, que pela palavra e com a palavra testifica em nossos corações.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ref.  I Tim. 3:15; I João 2:20,27; João 16:13-14; I Cor. 2:10-12.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;VI. Todo o conselho de Deus concernente a todas as coisas necessárias para a glória dele e para a salvação, fé e vida do homem, ou é expressamente declarado na Escritura ou pode ser lógica e claramente deduzido dela. À Escritura nada se acrescentará em tempo algum, nem por novas revelações do Espíri’to, nem por tradições dos homens; reconhecemos, entretanto, ser necessária a íntima iluminação do Espírito de Deus para a salvadora compreensão das coisas reveladas na palavra, e que há algumas circunstâncias, quanto ao culto de Deus e ao governo da Igreja, comum às ações e sociedades humanas, as quais têm de ser ordenadas pela luz da natureza e pela prudência cristã, segundo as regras gerais da palavra, que sempre devem ser observadas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ref.  II Tim. 3:15-17; Gal.  1:8; II Tess. 2:2; João 6:45; I Cor. 2:9, 10, l2; I Cor. 11:13-14.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;VII. Na Escritura não são todas as coisas igualmente claras em si, nem do mesmo modo evidentes a todos; contudo, as coisas que precisam ser obedecidas, cridas e observadas para a salvação, em um ou outro passo da Escritura são tão claramente expostas e explicadas, que não só os doutos, mas ainda os indoutos, no devido uso dos meios ordinários, podem alcançar uma suficiente compreensão delas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ref.  II Pedro 3:16; Sal. 119:105, 130; Atos 17:11.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;VIII. O Velho Testamento em Hebraico (língua vulgar do antigo povo de Deus) e o Novo Testamento em Grego (a língua mais geralmente conhecida entre as nações no tempo em que ele foi escrito), sendo inspirados imediatamente por Deus e pelo seu singular cuidado e providência conservados puros em todos os séculos, são por isso autênticos e assim em todas as controvérsias religiosas a Igreja deve apelar para eles como para um supremo tribunal; mas, não sendo essas línguas conhecidas por todo o povo de Deus, que tem direito e interesse nas Escrituras e que deve no temor de Deus lê-las e estudá-las, esses livros têm de ser traduzidos nas línguas vulgares de todas as nações aonde chegarem, a fim de que a palavra de Deus, permanecendo nelas abundantemente, adorem a Deus de modo aceitável e possuam a esperança pela paciência e conforto das escrituras.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ref.  Mat.  5:18; Isa. 8:20; II Tim. 3:14-15; I Cor. 14; 6, 9, ll, 12, 24, 27-28; Col. 3:16; Rom. 15:4.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;IX. A regra infalível de interpretação da Escritura é a mesma Escritura; portanto, quando houver questão sobre o verdadeiro e pleno sentido de qualquer texto da Escritura (sentido que não é múltiplo, mas único), esse texto pode ser estudado e compreendido por outros textos que falem mais claramente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ref.  At.  15: 15; João 5:46; II Ped. 1:20-21.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;X. O Juiz Supremo, pelo qual todas as controvérsias religiosas têm de ser determinadas e por quem serão examinados todos os decretos de concílios, todas as opiniões dos antigos escritores, todas as doutrinas de homens e opiniões particulares, o Juiz Supremo em cuja sentença nos devemos firmar não pode ser outro senão o Espírito Santo falando na Escritura.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ref.  Mat. 22:29, 3 1; At. 28:25; Gal. 1: 10.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Timóteo Carriker&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4816885594754935362-7953010444175098224?l=stbndf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://stbndf.blogspot.com/feeds/7953010444175098224/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4816885594754935362&amp;postID=7953010444175098224' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4816885594754935362/posts/default/7953010444175098224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4816885594754935362/posts/default/7953010444175098224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://stbndf.blogspot.com/2007/08/inspirao-e-autoridade-das-escrituras.html' title='A inspiração e autoridade das Escrituras: uma perspectiva missiológica'/><author><name>Seminário Teológico Batista Nacional</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14888190827767300658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4816885594754935362.post-3505192633045710377</id><published>2007-08-29T17:50:00.000-03:00</published><updated>2007-08-29T17:52:23.945-03:00</updated><title type='text'>Princípios Teológicos para a Ação Missionária Reformada</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Uma boa parte do texto é uma adaptação da reflexão bíblica que se encontra no capítulo nove do livro Missão Integral: Uma teologia bíblica, Ed. SEPAL, 1992, do mesmo autor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Introdução&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Recentemente as denominações presbiterianas no Brasil têm passado por uma conscientização missionária. Isto se torna evidente não só pela proliferação de conferências missionárias patrocinadas por igrejas locais, mas também pelos encontros, consultas e conferências nacionais promovidos pelos diversos órgãos da IPB, desde a sua Comissão Executiva do Supremo Concílio (em março deste ano) até as diversas juntas. Também se evidencia pelas consultas, ao longo dos últimos anos, da Igreja Presbiteriana Independente, a implantação recente dum curso de preparo e educação contínua para missionários da mesma denominação, e a inauguração neste ano do programa de pós-graduação em missiologia do Seminário Presbiteriano do Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        O estudo seguinte visa esboçar alguns princípios teológicos que possam orientar este interesse missionário crescente. Tanto os detalhes quanto a própria linha mestre desta reflexão precisam ser debatidos e modificados amplamente nas igrejas. Servem de trampolim para tal tarefa. As sugestões são derivadas de três fontes: uma reflexão bíblica, a tradição reformada, e as discussões de missiólogos contemporâneos. Idealmente os princípios propostos devem ser os mais patentes possíveis para servirem de orientação em todos os níveis da igreja. Aqui organizamos os princípios em três afirmações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        1. Primeira Afirmação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        A missão tem a sua origem no próprio relacionamento da Trindade (princípio 1) e encontra o seu instrumento na incumbência missionária atribuida à igreja (princípio 2). Disto surge o princípio de integralidade da missão (princípio 3). Noivo (Cristo) e noiva (igreja) possuem estratégias, metodologias, alvos e objetivos em comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        1.1 A origem da missão: O Deus triuno&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Através de toda a revelação bíblica se torna patente que o principal agente no drama é Deus. “No princípio criou Deus...” É Deus quem cria, quem julga, quem age, quem escolhe, e quem se revela. Ele é ativo não só na criação, mas também nos julgamentos, na libertação do seu povo do Egito, nas exortações dos seus profetas e na promessa de restauração vindoura. Ele é o único e verdadeiro Deus e deseja que sua glória seja conhecida nos céus (Salmo 19) e nas extremidades da terra (Isaías 11.9).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Portanto, “missão” é uma categoria que pertence a Deus. A missão, antes de ter uma conotação humana que fala da tarefa da igreja, antes de ser da igreja, é de Deus. Esta perspectiva nos guarda contra toda atitude de auto-suficiência e independência na tarefa missionária. Se a missão é de Deus, então é dEle que a igreja deve depender na sua participação na tarefa. Isto implica numa profunda atitude de humildade e de oração para a capacitação missionária, uma dependência confiante em Deus, em vez da independência característica da queda, do dilúvio, da torre de Babel e do próprio cativeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Por outro lado, se a missão é de Deus, temos a segurança de que é Deus quem está comandando a expansão do seu reino, nos seus termos, e isto nos dá plena convicção de que ele realizará os seus propósitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Implicações&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        1.1.1 O embasamento teológico para a tarefa missionária da igreja é especialmente importante por causa da dependência que a igreja tem dele e para medir os nossos esforços com o padrão divino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        1.1.2 Isto releva mais ainda o papel da oração e a postura de humildade que a igreja necessita. Em termos práticos, deve se indagar se a igreja está devidamente informada através das publicações, materiais didáticos, congressos e conferências para sempre orar pelo desempenho missionário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        1.2 O instrumento da missão: a Igreja&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Se Deus é o agente e a origem da missão, ele não trabalha sozinho. Seu instrumento é um povo específico. A missão também é a tarefa da igreja que, por sua vez, é derivada então da missão de Deus. Deus escolhe um povo específico como instrumento da sua missão. Elegeu um povo, Israel, no Velho Testamento e com este fez uma aliança peculiar a fim de que este fosse a sua testemunha no meio das nações (Gênesis 12.3; Êxodo 19.5-6; Efésios 3.10; 1 Pedro 2.9-10). A eleição de Israel, antes de denotar qualquer favoritismo exclusivista de Deus, teve um propósito inclusivo de serviço missionário para as nações. Quando não cumpria este propósito, Israel era julgado através das mesmas nações para as quais ele deveria ter dado testemunho e deveria ter sido uma bênção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Esta perspectiva nos guarda contra todo sentimento de favoritismo exclusivista. Não nos orgulhemos na nossa eleição com atitude de superioridade espiritual para com os que não crêem, separando-nos socialmente deles. A eleição não é para separação social (separação moral, sim!), mas participação e serviço. A igreja não encontra sua identidade verdadeira em contraposição social ao mundo, mas justamente numa relação com ele, uma relação não de identificação com seus valores, mas uma relação evangelística de serviço e testemunho ousados. Então, esta perspectiva também nos guarda contra todo escapismo deste mundo para um plano espiritual além.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Também nos guarda contra toda passividade e comodismo. A missão de Deus não inibe a atividade do seu povo, mas dinamiza-a. Se foi Deus quem escolheu, fica patente que escolheu um povo para, através dele, realizar sua missão. A igreja passiva quanto ao seu envolvimento missionário não poderá invocar a soberania exclusiva de Deus como justificativa pela sua passividade, pois o Deus soberano escolheu o seu povo para testemunhar. Usando um exemplo do Novo Testamento, era necessário que Pedro pregasse para Cornélio, muito embora o anjo que o precedeu bem pudesse ter anunciado o evangelho para este centurião (Atos 10). Para atingir alvos universais, a restauração de toda a criação, Deus escolheu meios particulares, um povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Implicações&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        1.2.1 Baseado neste princípio convém refletir sobre o tipo de estrutura(s) missionária(s) mais apropriada (s) para a igreja. A tarefa missionária pertence à igreja toda e em todas as suas dimensões e níveis. Uma coordenação estrutural, fiscal e administrativa seria uma maneira de refletir isto. Entretanto, não significa necessariamente que as estruturas de envio&lt;br /&gt;        não-denominacionais ou mesmo projetos de presbiterianos locais independentes (dos concílios da igreja local, dos presbitérios, dos sínodos, ou do Supremo Concílio) estejam fora da vontade de Deus. Trata-se em parte da definição de “igreja” e trata-se historicamente do mistério da vontade de Deus em situações em que uma estrutura denominacional não atenda às múltiplas dimensões da sua incumbência missionária. Seja como for, creio que a denominação deve assumir sua tarefa missionária estruturalmente, procurando manter em sadia tensão os seus órgãos em nível do Supremo Concílio (as diversas divisões duma estrutura missionária unificada) e expressões estruturais mais localizadas e sob medidas (projetos e organizações de sínodos, presbitérios e igrejas locais). Não seria, de maneira alguma uma tarefa fácil, mas também não impossível. Por exemplo, talvez a igreja (IPB) possa criar uma divisão que: 1) ofereça orientação para sínodos, presbitérios e igrejas locais sobre a organização e administração das suas estruturas locais; 2) ofereça treinamento ou recomende treinamento por organizações competentes; e 3) dê o seu reconhecimento eclesiástico periódico para as estruturas que se enquadram dentro dos padrões e alvos da igreja.&lt;br /&gt;        Poder-se-ia aplicar este mesmo princípio às estruturas educacionais da denominação que, dentro dos parâmetros acadêmicos e eclesiásticos estabelecidos por ela, seriam regidos mais pelas suas juntas locais e poderiam ter os seus enfoques mais específicos de preparo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        1.2.2 Se a tarefa missionária tem como o seu instrumento a igreja, é importante que isto se reflita na igreja cristã toda. Celebramos o desejo atual de muitas pessoas nas igrejas que querem ampliar as suas parcerias com outras denominações. Acreditamos que o próprio testemunho missionário diante do mundo depende disto (João 17.20-21). É também uma tarefa difícil e delicada que não poderá ser apressada. Entretanto, sem um ecumenismo bíblico e sadio, o testemunho missionário cai por água abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        1.3 A integralidade da missão: Deus e a Igreja&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Como os dois conceitos do Servo de Iahweh e do Filho do Homem no Antigo Testamento oscilam entre uma referência individual e uma coletiva, nossa referência à missão varia entre uma referência à missão de Deus e outra à missão do povo de Deus. Discursando a respeito de missão, referimo-nos, ora à missão de Deus, ora à missão da igreja, considerando o conteúdo do primeiro, e por conseqüência, logo refletindo sobre as implicações disto para o segundo. Tal discurso ilustra a dinâmica e integralidade da missão como sendo a missão de Deus e da igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Deus partilha sua tarefa com seu povo e nela o convida a participar. Este recebe a promessa de que Ele estará sempre presente na realização da missão. Decerto, a missão de Deus jamais poderá ser sinônimo da missão da igreja. Por outro lado, nem tampouco poderá a missão da igreja ser considerada absolutamente divorciada da missão de Deus. A dinâmica entre os dois encontra sua expressão ideal à medida que a igreja discerne a missão de Deus e se conforma à mesma, um ideal que embora nunca se realize perfeitamente, mesmo assim se manifesta em parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        A vice-regência do homem sobre a criação teve como um propósito refletir a soberania de Deus, mas jamais duplicá-la ou substituí-la. Israel herda este papel de embaixador de Deus no meio das nações, ou melhor, de sacerdote e testemunha. Portanto, Deus e o seu povo não são competidores na missão, e, sim, cooperadores, sendo a igreja serva da missão de Deus. Enquanto o povo de Deus é convidado a participar com Deus na sua missão de restauração, Deus promete sua presença no desempenho da missão do povo de testemunha diante das nações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Implicações&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        1.3.1 Tal perspectiva da dinâmica da missão nos guarda, por um lado, contra uma identificação completa dos programas missionários das denominações e agências missionárias com o propósito e missão global e integral de Deus. O povo de Deus reflete, apenas parcial e imperfeitamente, a missão de Deus. Historicamente, nem sempre a missão da igreja refletiu o caráter justo, salvador e libertador de Deus. A íntima associação de missões com a política expansionista e conquistadora do Império Carolíngio do século VIII na Europa e da Ibéria do século XVI na América Latina, ou com o colonialismo do século XIX na África Negra, proíbe qualquer identificação estreita da missão de Deus com o conceito que às vezes se tem de missão da igreja. Até hoje, um certo triunfalismo às vezes se evidencia nas nossas promoções e nos slogans missionários que jamais poderá ser comparável com a adoção humilde do papel de missionário-servo do povo de Deus no meio das nações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        1.3.2 Por outro lado, esta dinâmica da missão estimula e capacita o povo de Deus a uma aproximação e à participação com a missão de Deus e nos dá a confiança, mesmo em meio de dificuldades e desânimo, de que Deus vai levar avante sua missão. Ele é criador do mundo e autor da história, e sua missão de restaurar aquele e completar esta vai se realizar, não apesar, mas através do seu povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        1.3.3 A cruz é o supremo padrão vivencial e paradigmático do procedimento missionário. Implica em humildade e não orgulho (Filipenses 2:5-11), sofrimento e não glória (Colossenses 1:24), sacrifício e o desafio radical para as nossas congregações. Isto deve temperar todo o nosso planejamento e organização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        2. Segunda Afirmação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        A existência de toda a Bíblia é a primeira evidência de que Deus tem uma missão, um propósito salvífico para este mundo (princípio 4). Ele não é um Deus abstrato mas é o Deus que age no nosso meio, que se revela por si mesmo a nós e que tem uma finalidade para sua criação. Se a origem da missão está em Deus - “no princípio criou Deus...” - seu fim está no alcance universal da sua misericórdia e graça (princípio 5) – “a graça do Senhor Jesus seja com todos” (Apocalipse 22.21). E este propósito restaurador da missão tem uma dimensão universal. Se Deus é o principal agente ou sujeito da missão, e a restauração o seu conteúdo, então seu alcance abrange a criação toda. Este é o lugar onde a missão se desdobra, o mundo, e o seu processo se realiza na história deste mundo (princípio 6).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        2.1 O propósito da missão: a Salvação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Para usar um termo mais abrangente, podemos descrever o propósito da missão como sendo o de restauração. É a missão da salvação. Aquilo que Deus criou, ele pretende restaurar. Contudo, a restauração é salvação não só no sentido de poupar, mas também no sentido de julgar. Haverá um novo céu e uma nova terra, mas isto através do sofrimento, tribulação e julgamento. A mensagem de restauração no Velho Testamento, consistentemente, inclui estas duas dimensões de salvação e de julgamento. Vemo-nas no relato do dilúvio (julgamento) e da arca (salvação), da torre de Babel (julgamento) e do chamamento de Abraão (salvação), no Êxodo, na aliança com Israel e na conquista de Canaã. Vemo-nas nas críticas dos profetas (julgamento) e nas suas promessas de salvação vindoura. E vemos-nas na resposta humana à provisão do perdão dos pecados pela morte e ressurreição de Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Ou misericórdia ou julgamento, era a sorte dada a Israel e às nações, de acordo com o seu relacionamento de dependência de Deus e com o seu relacionamento de misericórdia sobre a criação, duas características da imagem de Deus no homem. Por isso, tanto a adoração apropriada e genuína para com Deus (que demonstra a sua dependência) quanto a justiça expressa nos relacionamentos sociais e ecológicos dentro e fora de Israel (que demonstra a sua função de mordomo), eram o critério usado para determinar a ação divina, ou julgamento ou salvação, ambos como alvo da restauração da criação e da humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Este critério duplo, adoração e justiça, integra as dimensões pessoais e sociais da missão de restauração, fundindo as distinções espirituais e materiais da fé. A verdadeira espiritualidade terá expressão mais aguda nas relações concretas em que o povo de Deus vive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Esta perspectiva do propósito restaurador da missão nos guarda contra a falsa dicotomia da tarefa missionária e da fé. Restauração é este propósito, portanto a obra redentora de Jesus Cristo e a evangelização permanecem centrais à missão de Deus. Contudo, esta redenção deve ser entendida como resultando tanto em adoração própria e sincera a Deus quanto em relações de justiça para com o próximo e para com toda a criação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Implicações&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        2.1.1 Em termos de adoração, isto implica na dinamização nas igrejas cristãs, do culto e especialmente da liturgia. Implica na valorização e implementação de músicas e liturgias contextualizadas, com conteúdo bíblico e expressão afetiva, enfim, um culto que leve o povo à profunda e sincera adoração e não ao mero estímulo intelectual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        2.1.2 O propósito da missão como sendo a restauração, além de implicar em adoração própria, também implica em relações de justiça dentro e fora do povo de Deus. Decerto, pouco o povo de Deus teria de testemunho quanto às questões de justiça se no seu próprio meio estes padrões não encontrassem expressão. Ser povo de Deus implica em refletir algo do caráter de Deus, e isto inclui fundamentalmente a qualidade de justiça. Por isso, a diaconia na igreja primitiva assumiu uma importância essencial para o seu testemunho no mundo. A igreja necessita de uma perspectiva bíblica da sua tarefa para formular seu entendimento sobre estas questões de acordo com os padrões e ensinos bíblicos. Tal formulação só poderá desafiar a igreja a participar no propósito da missão como sendo a remissão dos seres humanos e da criação toda; e esta participação se manifestará através de uma adoração sincera e exclusiva ao Senhor e através de padrões de justiça dentro da igreja que a chame a anunciar o domínio de Deus ao mundo, o que implica, simultaneamente, em padrões de justiça no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        2.2 O alcance da missão: Universal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Deus se propõe a restaurar aquilo que criou. Sua missão é uma missão para a criação. Não é por acaso que a revelação escrita que descreve a missão de Deus começa com a criação dos céus e da terra e termina com a restauração dos mesmos num novo céu e nova terra. O homem não só é guardião do seu próximo, mas mordomo da própria criação. Através do julgamento do dilúvio, não só parte da raça humana é salva, mas também parte representativa da criação toda. As leis da aliança detalham as dimensões religiosas, sociais e ecológicas da fé e da obediência do povo de Deus, provendo instruções para o bem-estar de toda a criação e toda a vida, em todas as suas múltiplas dimensões. Os salmos e hinos no Velho Testamento incluem os louvores não só do povo de Deus, mas também da própria natureza; e a era vindoura de salvação só pode incluir a expectativa de restauração não só de Israel e das nações, mas da criação toda (Isaías 43.18-21; 65.17-25).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Implicações&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        2.2.1 Esta perspectiva nos guarda contra toda sorte de miopia missionária. Não nos satisfazemos até que todos os povos, línguas, tribos e nações recebam o evangelho do reino (Mateus 24.14) para o louvor do Cordeiro de Deus (Apocalipse 5.9-14; 7.9-12), implica então numa motivação e estratégia evangelística que procure ir não só para os mais distantes lugares, mas aonde quer que Cristo não tenha sido anunciado (Romanos 15.20), quer sejam grupos humanos negligenciados ou “escondidos” por perto, quer sejam povos não-alcançados mais distantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        2.2.2 Os meios concretos desta missão evangelística incluem primordialmente a proclamação verbal do evangelho, e também a implantação de igrejas locais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        2.2.3 Mas o alcance da missão não pára com toda a raça humana. Também implica na igreja assumir a tarefa de mordomo sobre a criação toda. Problemas ecológicos como a seca no nordeste, enchentes no sul, desflorestamento da Amazônia, poluição do meio-ambiente, o uso apropriado e a redistribuição de terras também devem ser tratados pelo povo de Deus.&lt;br /&gt;        Fazem parte da sua missão. Que isto seja dever do governo não há dúvida, contudo a igreja antes, tendo uma restauração substancial da imagem de Deus nela, deve opinar e se envolver num testemunho para toda humanidade e toda a criação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        2.3 O local da missão: o Mundo e a História&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Desde o início do testemunho bíblico observamos que Deus age dentro e através de eventos concretos na vida dos seres humanos. Ele não se manifesta num plano contemplativo e fora deste mundo, mas dentro e através da história. Julga através da expulsão do Éden, através do dilúvio e da dispersão de povos. Julga as nações através das pragas no Egito, a conquista de Canaã e a queda de um império por outro. Julga seu povo através dos profetas e através do exílio. Mas também abençoa através da libertação do Egito, do exílio, e de modo supremo e definitivo através da morte e ressurreição de Jesus. São todos estes eventos históricos, acontecimentos neste mundo. Até mesmo a literatura apocalíptica, que enfatiza um contraste com este mundo, ensina que a intervenção futura e catastrófica de Deus será uma irrupção para dentro desta história e deste mundo. Embora enfatize descontinuidade com a progressividade natural da história humana, não transfere o cenário dos atos salvíficos de Deus para um plano extra-histórico ou ultra-mundano. Apenas ressalta a opção sempre presente e futuramente iminente da intervenção divina na história, como sendo abrupta e extraordinária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Implicações&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        2.3.1 Creio que a perspectiva bíblica ilumine muito a tarefa ou a missão da igreja no Brasil e em toda a América Latina. Sabendo que Deus atua num projeto histórico, a igreja tem uma boa base para se perguntar: “Onde, nos eventos históricos da realidade latinoamericana, podemos discernir a mão de Deus?” Alguns podem entender isto como sendo uma secularização da fé. Não é nossa intenção. Em vez de reduzir a missão de Deus aos afazeres deste mundo, queremos discernir onde e como Deus poderá estar manifestando seu reino na nossa história. Implica na proclamação do evangelho para arrependimento e conversão. E implica em participar na luta pela justiça. Com os pés no chão, as mãos em oração e os olhos abertos à realidade multidimensional e latinoamericana, a igreja dá testemunho pela proclamação das boas novas e pela promoção de justiça de maneira concreta e visível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        2.3.2 Implica numa desmistificação da fé. A verdadeira espiritualidade não é aquele jejum “sagrado” com orações de belas palavras perfumadas, mas é um estilo de vida cotidiano para com o seu próximo que reflete o caráter justo de Deus (Isaías 58.6-7).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Uma análise, até superficial, da situação socio-econômica na América Latina deixa a igreja sem desculpa quanto à sua missão neste mundo e nesta história: anunciar às nações a chegada do reino de Deus e viver um modelo deste reino através de sincera adoração e de um padrão de justiça que tome expressão no mundo e na história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        2.3.3 Não obstante, este processo jamais poderá ser identificado simplesmente com o processo histórico e humano. A literatura apocalíptica e as intervenções singelas e dramáticas de Deus na história de Israel (ex.: o êxodo) nos distanciam de uma plena confiança nos processos apenas humanos da história. O reino de Deus não poderá ser identificado com o processo histórico, embora possamos e devamos detectar indícios deste reino na história. Conquanto a era escatológica seja apenas divinamente inaugurável, o povo de Deus também participa na sua promoção. E, conquanto sua realização seja apenas futura, já podemos discernir sinais dela na história presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        2.3.4 Não podemos tolerar uma visão estreita e imediatista que sempre vê apenas os desafios atualmente urgentes. Tal visão curta se alimenta duma escatologia superficial, se sujeita à tirania do urgente e evidencia cegueira histórica. Paulo, que desejava o retorno de Cristo, teria razão de pensar assim, mas não o fez. Sempre pressupôs o longo prazo para o seu desempenho pastoral e missionário. Necessitamos, portanto, duma visão larga, profunda e extensa do presente porque os desafios são eternamente urgentes, uma visão escatológica do agora baseada no passado distante e um futuro que é prerrogativa apenas de Deus (Atos 1.8, repare que o “mas” responde à tentação de identificar datas ou prazos temporais). Entre outras coisas, este princípio implica num preparo prolongado, diante tanto do tamanho quanto da urgência do trabalho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        2.3.5 O ensino, a proclamação, a cura e a libertação todos fazem parte da missão da igreja. Isto deve ser refletido nas atividades dos nossos obreiros missionários, sendo eles pregadores da Palavra (evangelistas e pastores/apóstolos), e também professores, gente da área de saúde, agronomia, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        3. Terceira Afirmação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        O alvo e o fim último da missão é a glória de Deus, não a atividade missionária em si. O desafio missionário existe e persiste porque o culto pleno a Deus ainda não existe. O culto é o alvo último da igreja. O culto a Deus deve ter prioridade na igreja, não a obra missionária, porque Deus é último, e não o ser humano. Quando esta era terminar e representantes de toda raça, tribo e nação se dobrarem diante do Cordeiro de Deus, a obra missionária não mais existirá na igreja. Mas existirá o louvor e a adoração. Permanecerá na igreja o culto. O culto é o fim último da igreja e o desejo máximo de Deus para toda a humanidade. A primeira pergunta do Catecismo de Westminster diz: “Qual é o fim principal do ser humano?” E a resposta acertada é: “O fim principal do ser humano é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre.” Uma reflexão sobre Romanos 15.4-13 ilustrará que a glória de Deus no culto e a razão (princípio 7), o combustível (princípio 8) e o alvo (princípio 9) da obra missionária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        3.1 A razão de missões: a Glória de Deus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Os versos 8 a 9 de Romanos 15 fazem uma afirmação: Jesus Cristo comprova a fidelidade e veracidade de Deus porque, através dele, as promessas de Deus para o povo judeu se cumprem. Afinal, somente um deus falso e infiel não cumpre as suas promessas. Em Romanos 15.12, Paulo cita Isaías 11.10 como apoio das Escrituras para sua afirmação que em Jesus Deus se prova fiel às suas promessas. Os beneficiários das promessas são primeiro os judeus e também as nações. Este, aliás, é o tema principal de toda a carta aos Romanos, como vemos no 1.16: “Na verdade, não me envergonho do evangelho: ele é força de Deus para a salvação de todo aquele que crê, em primeiro lugar do judeu, mas também do grego.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Em Romanos 15.9 as nações glorificam a Deus “por causa da sua misericórdia”. Isto é, em Jesus Cristo, elas também se beneficiam da salvação que Deus dá, e como Paulo havia falado nos capítulos 9 a 11, as nações estavam, de fato, aceitando em grandes números, o evangelho. Portanto, a misericórdia de Deus em estender a salvação para as nações é a suprema razão da obra missionária. É iniciativa e obra dEle, portanto, nós, os embaixadores de Deus, teremos toda razão de anunciar tão grande oferta. Enraizamos a razão da obra missionária não no ser humano, na sua carência de Deus, ou no seu amor para com aqueles que não tem Deus, mas a razão da obra missionária está firmemente enraizada na iniciativa e na misericórdia de Deus, isto é, na sua soberania.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        3.2 O combustível de missões: a Glória de Deus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        A paixão por Deus no culto precede a oferta de Deus na pregação. Não se pode recomendar com convicção aquilo que não se estima com paixão. Não poderá clamar, “Alegrem-se e exultem as gentes” (Salmo 67.4a) aquele que não pode afirmar no seu coração, “eu me alegrarei no SENHOR” (Salmo 104.34b; 9.2). “Quando a chama do culto queima com o calor da verdadeira dignidade de Deus, a luz da obra missionária brilhará até os povos mais distantes da terra” (John Piper, p. 12). Quando a paixão por Deus está fraca, o zelo por missões certamente será fraco também. As igrejas que não exaltam a majestade e a beleza de Deus dificilmente poderão acender um desejo efervescente para “anunciar entre as nações a sua glória” (Salmo 96.3). Os nossos cultos fervem com a exaltação da glória de Deus? O zelo pela glória de Deus no culto motiva a obra missionária. John Piper, cita o seguinte pronunciamento de Andrew Murray feito há mais de cem anos: “Enquanto buscamos a Deus sobre por que, com tantos milhões de cristãos, o verdadeiro exército de Deus que está combatendo os exércitos da escuridão é tão pequeno, a única resposta é - falta de coragem e entusiasmo. O entusiasmo pelo reino de Deus está faltando. E isto é porque há tão pouco entusiasmo pelo Rei.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Ninguém poderá se dispor à magnitude da causa missionária se não experimentar a magnificência de Cristo (Apocalipse 15.3-4; cf. Salmos 9.11; 18.49; 45.17; 57.9; 96.10; 105.1; 108.3; e Isaías: 12.4; 49.6; 55.5)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Nunca esquecerei do jovem rapaz que nos visitou em Santa Maria, Rio Grande do Sul. Ele falava do seu entusiasmo de evangelizar, no início da sua fé. Naquele momento, entretanto, ele achava que já amadurecera e portanto não possuía mais tanto zelo de evangelizar! Ele precisava mesmo renovar a alegria da sua salvação para que fluísse, em conseqüência disto, o culto a Deus e a evangelização (Salmo 51.10-15). O culto é o verdadeiro combustível para a obra missionária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        3.3 O alvo de missões: a Glória de Deus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        O culto é o alvo da obra missionária simplesmente porque nosso propósito é levar as nações a se regozijarem em Deus e glorificá-lo acima de tudo. O alvo da obra missionária é a alegria dos povos na grandeza de Deus (Salmo 97.1; 67.3-4; cf. 47.1; 66.1; 72. 11, 17; 86.9; 102.15; 117.1; e Isaías 25.6-9; 52.15; 56.7; 66.18-19.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Há um aspecto desta verdade que precisamos explorar mais. É o seguinte: O culto a Deus como alvo da obra missionária ajuda a entender a própria definição da obra missionária. Pois a obra missionária enfatiza a prioridade de alcançar povos, ou etnias não alcançadas. Isto se evidencia na repetida descrição bíblica da tarefa missionária em termos de etnias (Mateus 24.14; 28.18-20; Romanos 15.19-21). Na Bíblia, a frase, panta ta ethn, significa “todas as nações” ou “todas as etnias”. A palavra na forma singular, ethnos, de fato, sempre se refere à coletividade dum povo ou duma nação. Nunca se refere a indivíduos gentílicos. O mesmo é geralmente verdade em relação a palavra na forma plural, ethn. A frase, panta ta ethn, quase sempre denota esta referência coletiva na Bíblia, também. Que a estratégia bíblica seja de alcançar especialmente as etnias não alcançadas é claro em Romanos 15.19-21. Para muitos cristãos, talvez até a maioria, esta estratégia não parece muito lógica. Antes alcançar todos os indivíduos ao nosso alcance e semelhantes culturalmente a nós, que procurar alcançar representantes de etnias que podem ser geográfica ou culturalmente distantes. Parece uma questão de mordomia de esforços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Este raciocínio parece, sem dúvida, bastante lógico e leva muitas igrejas a desconfiar da estratégia missionária de alcançar representantes de diversas etnias. Meu ponto é o seguinte: se fosse pelo amor humano pelo ser humano, nossa ênfase deveria estar na salvação de indivíduos que estão próximos, e isto, de fato, é a prática comum. O amor a Deus, entretanto, leva a outra conclusão, que acredito ser a bíblica: a ênfase na prioridade de etnias, e especificamente etnias não alcançadas porque: 1) há mais beleza e poder de adoração na unidade de culto derivada da diversidade de povos que canta todas as partes dum hino a Deus do que no coro que canta uníssono (Salmo 96.3-4); 2) a fama, a grandeza, e o valor dum objeto de beleza aumenta na proporção da diversidade daqueles que reconhecem tal beleza; 3) a força, a sabedoria e o amor dum líder se magnifica na proporção da diversidade de povos que ele inspira para segui-lo; e 4) ao focalizar todos os grupos humanos do mundo, Deus está subvertendo o orgulho etnocêntrico que se baseia em alguns atributos distintivos que cada povo gosta de destacar. Ao invés disto, o orgulho etnocêntrico natural de cada povo dá lugar à graça imerecida de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Implicações&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        3.3.1. A liturgia, a educação cristã, e o evangelismo todos fazem parte da missão e testemunho da igreja. Como expressar isso estruturalmente na igreja?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        3.3.2. A estratégia missionária se resume na frase: os não-alcançados. O lema de Paulo era “não onde Cristo já fora anunciado” (Rm 15.20-21) e não “até aos confins da terra” (At 1.8). Ele literalmente "preenchia" os vãos onde o evangelho não fora anunciado (Rm 15.19 cf. Cl 1.25). Esse slogan deve ser o nosso: não onde Cristo já fora anunciado. De certo modo a denominação se preocupará com o estabelecimento de igrejas onde igrejas desta denominação ainda não foram estabelecidas. Tal meta tem uma certa lógica organizacional, mas esta meta deve ser secundária (não descartada) da meta maior de “não onde Cristo já fora anunciado.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Conclusão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        A obra missionária começa e termina com o culto prestado à glória de Deus. Começa, porque somente o culto genuíno e profundo pode motivar adequadamente a igreja para assumir sua vocação missionária. E termina, porque o alvo último e o fim principal de toda humanidade é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre. E na obra missionária, procuramos levar as nações à mesma alegria e exaltação que carateriza o nosso culto a Deus. Portanto, quando afirmamos que a obra missionária é a prioridade penúltima na igreja não estamos diminuindo a sua importância. Estamos meramente fazendo o que devemos, maximizando a tarefa de glorificar a Deus e gozá-lo para sempre. E assim, enxergamos a verdadeira importância da obra missionária, certamente acima de outras atividades na igreja, isto é, estender e diversificar, e assim intensificar o culto que glorifica e se deleita em Deus entre todas as nações da terra (Apocalipse 5.9-10; 7.9-10).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Timóteo Carriker&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4816885594754935362-3505192633045710377?l=stbndf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://stbndf.blogspot.com/feeds/3505192633045710377/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4816885594754935362&amp;postID=3505192633045710377' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4816885594754935362/posts/default/3505192633045710377'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4816885594754935362/posts/default/3505192633045710377'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://stbndf.blogspot.com/2007/08/princpios-teolgicos-para-ao-missionria.html' title='Princípios Teológicos para a Ação Missionária Reformada'/><author><name>Seminário Teológico Batista Nacional</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14888190827767300658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4816885594754935362.post-5121235658807922130</id><published>2007-08-25T18:01:00.000-03:00</published><updated>2007-08-25T18:06:57.673-03:00</updated><title type='text'>A Graça Comum</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;I. EXPLICAÇÃO E BASE BÍBLICA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A. Introdução e definição&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Adão e Eva pecaram, tornaram-se réus da punição eterna e da separação de Deus (Gênesis 2:17). Do mesmo modo, hoje, quando os seres humanos pecam, eles se tornam sujeito à ira de Deus e à punição eterna: “o salário do pecado é a morte” (Romanos 6:23). Isso significa que, uma vez que as pessoas pecam, a justiça de Deus requer somente uma coisa — que elas sejam eternamente separadas de Deus, alienadas da possibilidade de experimentar qualquer bem da parte dEle, e que elas existam para sempre no inferno, recebendo eternamente apenas a Sua ira. De fato, isso foi o que aconteceu aos anjos que pecaram e poderia ter acontecido exatamente conosco também: “Pois Deus não poupou aos anjos que pecaram, mas os lançou no inferno, prendendo-os em abismos tenebrosos a fim de serem reservados para o juízo” (2 Pedro 2:4).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, de fato, Adão e Eva não morreram imediatamente (embora a sentença de morte começasse a ser aplicada na vida deles no dia em que pecaram). A execução plena da sentença de morte foi retardada por muitos anos. Além disso, milhões de seus descendentes até o dia de hoje não morrem nem vão para o inferno tão logo pecam, mas continuam a viver por muitos anos, desfrutando bênçãos incontáveis nesta vida. Como pode ser isso? Como Deus pode continuar a conferir bênçãos a pecadores que merecem somente a morte — não somente aos que finalmente serão salvos, mas também a milhões que nunca serão salvos, cujos pecados nunca serão perdoados?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A respostas a essas perguntas é que Deus concede-lhes graça comum. Podemos definir graça comum da seguinte maneira: Graça comum é a graça de Deus pela qual Ele dá às pessoas bênçãos inumeráveis que não são parte da salvação. A palavra comum aqui significa algo que é dado a todos os homens e não é restrito aos crentes ou aos eleitos somente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diferentemente da graça comum, a graça de Deus que leva pessoas à salvação é muitas vezes chamada “graça salvadora”. Naturalmente, quando falamos a respeito da “graça comum” e da “graça salvadora”, não estamos sugerindo que há duas diferentes espécies de graça no próprio Deus, mas apenas estamos dizendo que a graça de Deus se manifesta no mundo de duas maneiras diferentes. A graça comum é diferente da graça salvadora quanto aos resultados (ela não traz salvação), seus destinatários (é dada aos crentes e descrentes igualmente) e sua fonte (ela não flui diretamente da obra expiatória de Cristo, visto que a morte dEle não obtém nenhuma medida de perdão para os descrentes e, portanto, nem os crentes nem os descrentes fazem jus às suas bênçãos). Contudo, sobre o último ponto, deve ser dito que a graça comum flui indiretamente da obra redentora de Cristo, porque o fato de Deus não julgar o mundo assim que o pecado entrou nele talvez seja apenas porque Ele planejou finalmente salvar alguns pecadores por meio da morte de Seu Filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;B. Exemplos de graça comum&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se olhamos para o mundo ao nosso redor e o contrastamos com o fogo do inferno que ele merece, podemos ver imediatamente a abundante evidência da graça comum de Deus em milhares de exemplos na vida diária. Podemos distinguir diversas categorias específicas nas quais essa graça comum pode ser vista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. A esfera física. Os descrentes continuam a viver neste mundo somente por causa da graça comum de Deus — cada vez que as pessoas respiram é pela graça, pois o salário do pecado é a morte, não a vida. Além disso, a terra não produz somente espinhos e ervas daninhas (Gênesis 3:18), nem permanece um deserto ressequido, mas a graça comum de Deus provê comida e material para roupa e abrigo, muitas vezes em grande abundância e diversidade. Jesus disse: “Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem, para que vocês venham a ser filhos de seu Pai que está nos céus. Porque Ele faz raiar o seu sol sobre maus e bons e derrama chuva sobre justos e injustos” (Mateus 5:44,45). Aqui Jesus apela para a abundante graça comum de Deus como encorajamento aos seus discípulos, para que eles também concedam amor e orem para que os descrentes sejam abençoados (cf. Lucas 6:35,36). Semelhantemente, Paulo disse ao povo de Listra: “No passado [Deus] permitiu que todas as nações seguissem os seus próprios caminhos. Contudo. Deus não ficou sem testemunho: mostrou sua bondade, dando-lhes chuva do céu e colheitas no tempo certo, concedendo-lhes sustento com fartura e um coração cheio de alegria” (Atos 14:16,17).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Antigo Testamento também fala da graça comum de Deus que vem aos descrentes tanto quanto aos crentes. Um exemplo específico é o de Potifar, o capitão da guarda do Egito que comprou José como escravo: “o Senhor abençoou a casa do egípcio por causa de José. A bênção do Senhor estava sobre tudo o que Potifar possuía, tanto em casa como no campo” (Gênesis 39:5). Davi fala de modo muito mais geral a respeito das criaturas que o Senhor fez:“O Senhor é bom para todos; a sua compaixão alcança todas as suas criaturas. [...] Os olhos de todos estão voltados para ti, e tu lhes dás o alimento no devido tempo. Abres a tua mão e satisfazes os desejos de todos os seres vivos” (Salmos 145:9,15,16).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes versículos são outro lembrete de que a bondade que é encontrada em toda a criação não acontece automaticamente — ela se deve à bondade de Deus e Sua compaixão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. A esfera intelectual. Satanás é “mentiroso e pai da mentira” e “não há verdade nele” (João 8:44), porque lhe foi dado ter domínio sobre o mal e sobre a irracionalidade e comprometimento com a falsidade que acompanha o mal radical. Mas os seres humanos no mundo de hoje, mesmo os descrentes, não estão totalmente entregues à mentira, irracionalidade e ignorância. Todas as pessoas são capazes de ter um pouco de compreensão da verdade; de fato, algumas possuem grande inteligência e entendimento. Isso também deve ser visto como resultado da graça comum de Deus. João fala de Jesus como “a verdadeira luz, que ilumina todos os homens” (João 1:9), pois, em seu papel como criador e sustentador do universo (não particularmente em seu papel como redentor), o Filho de Deus concede iluminação e entendimento que vêm a todas as pessoas no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A graça comum de Deus na esfera intelectual é vista no fato de que todas as pessoas têm certo conhecimento de Deus: “porque, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe renderam graças” (Romanos 1:21). Isso significa que há um senso da existência de Deus e muitas vezes a fome de conhecer Deus que Ele permite que permaneça no coração das pessoas, embora isso resulte muitas vezes em muitos religiões diferentes criadas pelos homens. Portanto, mesmo quando falando a pessoas que sustentavam religiões falsas, Paulo pôde encontrar um ponto de contato com respeito ao conhecimento da existência de Deus, exatamente como fez quando falou aos filósofos atenienses: “Atenienses! Vejo que em todos os aspectos vocês são muito religiosos [...] o que vocês adoram, apesar de não conhecerem, eu lhes anuncio” (Atos 17:22,23).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A graça comum de Deus na esfera intelectual também resulta na capacidade de captar a verdade e distingui-la do erro e de experimentar crescimento em conhecimento que pode ser usado na investigação do universo e na tarefa de dominar a terra. Isso significa que toda ciência e tecnologia desenvolvida pelos não-cristãos é resultado da graça comum, permitindo-lhes fazer descobertas e invenções incríveis, para desenvolver os recursos do planeta na criação de muitos bens materiais, para produção e distribuição desses recursos e para alcançar habilidades na obra produtiva. Em sentido prático, isso significa que, cada vez que entramos em uma mercearia, andamos em um automóvel ou entramos em uma casa, devemos lembrar que estamos experimentando os resultados da abundante graça comum de Deus derramada tão ricamente sobre toda a raça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. A esfera moral. Pela graça comum Deus também refreia as pessoas de serem tão más quanto poderiam. Novamente o reino demoníaco, totalmente dedicado ao mal e à destruição, proporciona um contraste claro com a sociedade humana, na qual o mal é claramente refreado. Se as pessoas persistem dura e repetidamente em seguir o pecado durante o curso de sua vida, Deus finalmente as entregará ao maior de todos os pecados (cf. Salmos 81:12; Romanos 1:24,26,28), mas no caso da maioria dos seres humanos eles não caem nas profundezas às quais seus pecados normalmente os levariam, porque Deus intervém e coloca freio na sua conduta. Um refreamento muito eficaz é a força da consciência. Paulo diz: “De fato, quando os gentios, que não têm a Lei, praticam naturalmente o que ela ordena, tornam-se lei para si mesmos, embora não possuam a Lei; pois mostram que as exigências da Lei estão gravadas em seu coração. Disso dão testemunho também a sua consciência e os pensamentos deles, ora acusando-os, ora defendendo-os” (Romanos 1:32). E em muitos outros casos, essa sensação interior da consciência leva os indivíduos a estabelecer leis e costumes na sociedade que são, em termos da conduta exterior que eles aprovam ou proíbem, totalmente iguais às leis morais da Escritura. As pessoas muitas vezes estabelecem leis ou têm costumes que respeitam a santidade do casamento e da família, protegem a vida humana e proíbem o roubo e a falsidade no falar. Por causa disso, elas muitas vezes seguem caminhos moralmente retos e exteriormente andam conforme os padrões morais encontrados na Escritura. Embora a conduta moral delas não possa ganhar méritos com Deus, visto que a Escritura claramente diz que “diante de Deus ninguém é justificado pela Lei” (Gálatas 3:11) e “Todos se desviaram, tornaram-se juntamente inúteis; não há ninguém que faça o bem, não há nem um sequer” (Romanos 3:12), contudo, em algum sentido menor que ganhar a aprovação ou o mérito eterno de Deus, os descrentes realmente fazem “o bem”. Jesus sugere isso quando diz: “E que mérito terão, se fizerem o bem àqueles que são bons para com vocês? Até os 'pecadores' agem assim” (Lucas 6:33).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. A esfera da criatividade. Deus distribuiu medidas significativas de capacidade em áreas artísticas e musicais, assim como em outras esferas nas quais a criatividade e a habilidade podem expressar-se, como praticar esportes, cozinhar, escrever, e assim por diante. Além disso, Deus nos dá a capacidade de apreciar a beleza em muitas áreas da vida. E nessa área, assim como na esfera física e intelectual, as bênçãos da graça comum são às vezes derramadas sobre os descrentes até mais abundantemente que sobre os crentes. Todavia, em todos os casos, ela é resultado da graça de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. A esfera da sociedade. A graça de Deus também é evidente na existência de várias organizações e estruturas na raça humana. Vemos isso primeiramente na família humana, ressaltado pelo fato de que Adão e Eva permaneceram marido e mulher após a queda e então tiveram filhos, homens e mulheres (Gênesis 5:4). Os filhos de Adão e Eva casaram-se e formaram famílias para si mesmos (Gênesis 4:17,19,26). A família humana permanece ainda hoje, não simplesmente como instituição para os crentes, mas para todas as pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo humano é também resultado da graça comum. Ele foi instituído no princípio por Deus após o dilúvio (ver Gênesis 9:6) e, segundo Romanos 13 claramente afirma, foi estabelecido por Deus: “Todos devem sujeitar-se às autoridades governamentais, pois não há autoridade que não venha de Deus; as autoridades que existem foram por ele estabelecidas”. Está claro que o governo é dom de Deus para a raça em geral, pois Paulo diz que a autoridade “é serva de Deus para o seu bem” e que ela é “serva de Deus, agente de justiça para punir quem pratica o mal” (Romanos 13:4). Um dos principais meios que Deus usa para refrear o mal no mundo é o governo humano. As leis humanas, as forças policiais e os sistemas judiciais proporcionam poderosa repressão às más ações, e esses são freios necessários, pois há muito mal no mundo que é irracional e pode ser restringido somente pela força, já que ele não será impedido pela razão ou pela educação. Obviamente a pecaminosidade das pessoas pode também afetar os governos em si mesmos, de forma que o governo humano, igual a todas as outras bênçãos da graça comum que Deus dá, pode ser usado tanto para o propósito do bem como do mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. A esfera religiosa. Mesmo na esfera da religião humana, a graça comum de Deus traz algumas bênçãos para as pessoas incrédulas. Jesus nos diz: “Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem” (Mateus 5:44), e desde que não há qualquer restrição no contexto para que se ore simplesmente pela salvação deles e como a ordem de orar pelos que nos perseguem é combinada com a ordem de amá-los, parece razoável concluir que Deus pretende responder a nossas orações pelos que nos perseguem em muitas áreas de suas vidas. De fato, Paulo especificamente ordena que oremos “pelos reis e por todos os que exercem autoridade” (1 Timóteo 2:2). Quando procuramos o bem dos descrentes, isso é coerente com a própria prática divina de conceder sol e chuva a “maus e bons” (Mateus 5:45) e também está de acordo com a prática de Jesus durante o Seu ministério terreno, quando Ele curou cada pessoa que lhe era trazida (Lucas 4:40). Não há indicação alguma de que ele tenha exigido que todos cressem nele ou concordassem que ele era o Messias antes de lhes conceder cura física.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus responde às orações dos descrentes? Embora Deus não tenha prometido responder às orações dos descrentes como prometeu responder às orações dos que vêm a Ele em nome de Jesus, e embora Ele não tenha obrigação de responder às orações dos descrentes, mesmo assim Deus pode por Sua graça comum ouvir e responder positivamente às orações deles, demonstrando dessa forma Sua misericórdia e bondade de outro modo ainda (cf. Salmos 145:9,15; Mateus 7:22; Lucas 6:35,36). Esse é provavelmente o sentido de 1 Timóteo 4:10, que diz que Deus é o “Salvador de todos os homens, especialmente dos que crêem”. Aqui “Salvador” não significa restritamente “quem perdoa pecados e dá vida eterna”, porque tais coisas não são dadas aos que não crêem. “Salvador” deve ter aqui um sentido mais geral — a saber, “quem resgata da miséria, quem liberta”. Em caso de pobreza e miséria, Deus muitas vezes ouve as orações dos descrentes e os livra graciosamente de seus problemas. Além disso, mesmo os descrentes muitas vezes possuem um senso de gratidão para com Deus pela bondade da criação, pela libertação em meio ao perigo e pelas bênçãos da família, do lar, das amizades e do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. A graça comum não salva pessoas. A despeito de tudo isso, devemos perceber que a graça comum é diferente da graça salvadora. A graça comum não muda o coração humano nem traz pessoas ao genuíno arrependimento ou à fé — ela não pode salvar e não salva pessoas (embora na esfera intelectual e moral ela possa preparar as pessoas para torná-las mais dispostas a aceitar o evangelho). A graça comum refreia o pecado, mas não muda a disposição fundamental de pecar nem purifica a natureza humana decaída.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devemos também reconhecer que as ações que os descrentes realizam por causa da graça comum não merecem a aprovação ou o favor de Deus. Essas ações não procedem da fé (“tudo o que não provém da fé é pecado”, Romanos 14:23) nem são motivadas pelo amor a Deus (Mateus 22:37), e sim pelo amor ao ego sob uma ou outra forma. Portanto, embora possamos prontamente dizer que as obras dos descrentes que se conformam externamente às leis de Deus são “boas” em algum sentido, contudo elas não são boas em termos de merecer a aprovação de Deus nem de tornar Deus endividado para com o pecador em sentido algum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, devemos reconhecer que os descrentes muitas vezes recebem mais graça comum que os crentes — eles podem ser mais habilidosos, trabalhar com mais esforço, ser mais inteligentes, mais criativos ou ter mais dos benefícios materiais desta vida para desfrutar. Isso não indica de forma alguma que eles são mais favorecidos por Deus no sentido absoluto ou que eles vão ganhar qualquer coisa relativa à salvação eterna, mas significa somente que Deus distribui as bênçãos da graça comum de vários modos, muitas vezes concedendo bênçãos bastante significativas a descrentes. Em tudo isso, obviamente, eles devem tomar consciência da bondade de Deus (Ateus 14:17) e reconhecer que a vontade revelada de Deus é que essa “bondade de Deus” finalmente os conduza “ao arrependimento” (Romanos 2:4).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;C. Razões para a graça comum&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que Deus concede graça comum a pessoas imerecedoras que nunca virão à salvação? Podemos sugerir ao menos quatro razões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Para redimir os que serão salvos. Pedro diz que o dia do juízo e da execução final de punição está sendo retardado porque há ainda mais pessoas que serão salvas. “O Senhor não demora em cumprir a sua promessa, como julgam alguns. Ao contrário, ele é paciente com vocês, não querendo que ninguém pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento.” (2 Pedro 3:9,10). De fato, essa razão foi verdadeira desde o princípio da história humana, pois, se Deus quisesse salvar qualquer pessoa entre todos que compõem a humanidade pecaminosa, Ele não poderia destruir todos os pecadores imediatamente (nesse caso não sobraria ninguém da raça humana). Ao contrário, Ele resolveu permitir que seres humanos pecaminosos vivessem algum tempo de modo a ter uma oportunidade de arrependimento e também para que pudessem gerar filhos, capacitando gerações subseqüentes a viver, a ouvir o evangelho e se arrepender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Para demonstrar a bondade e a misericórdia de Deus. A bondade e a misericórdia de Deus não são vistas somente na salvação dos crentes, mas também nas bênçãos que Deus dá aos pecadores que não as merecem. Quando Deus “é bondoso para com os ingratos e maus” (Lucas 6:35), essa bondade é revelada no universo, para a Sua glória. Davi diz: “O Senhor é bom para todos; a sua compaixão alcança todas as suas criaturas” (Salmos 145:9). Na história de Jesus conversando com o moço rico, lemos: “Jesus olhou para ele e o amou” (Marcos 10:21), embora o homem fosse um descrente que no mesmo instante afastou-se de Jesus porque possuía muitas riquezas. Berkhof diz que Deus “derrama incontáveis bênçãos sobre todos os homens e também indica claramente que elas são expressões de uma disposição favorável de Deus que, contudo, fica muito aquém da volição positiva exercida para lhes perdoar, suspender a sentença a eles imposta e assegurar-lhes a salvação”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é injusto Deus retratar a execução da punição do pecado e dar temporariamente bênçãos aos seres humanos, porque a punição não é esquecida, mas apenas retardada. Retardando a punição, Deus mostra claramente que não tem prazer em executar o juízo final, mas, ao contrário, Ele se deleita na salvação de homens e mulheres. “Juro pela minha vida, palavra do Soberano, o SENHOR, que não tenho prazer na morte dos ímpios, antes tenho prazer em que eles se desviem dos seus caminhos e vivam” (Ezequiel 33:11). Deus “deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade” (1 Timóteo 2:4). Em tudo isso o tempo de espera da punição dá uma evidência clara da misericórdia, bondade e amor de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Para demonstrar a justiça de Deus. Quando repetidamente Deus convida os pecadores a virem à fé e repetidamente eles recusam os Seus convites, a justiça de Deus em condená-los é vista muito mais claramente. Paulo adverte que quem persiste na incredulidade está simplesmente acumulando a ira para si mesmo: “Contudo, por causa da teimosia e do seu coração obstinado, você está acumulando ira contra si mesmo, para o dia da ira de Deus, quando se revelará o seu justo julgamento” (Romanos 2:5). No dia do juízo todas as bocas serão silenciadas (Romanos 3:19), e ninguém será capaz de contrapor que Deus foi injusto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Para demonstrar a glória de Deus. Finalmente, a glória de Deus é mostrada de muitas formas pelas atividades dos seres humanos em todas as áreas nas quais a graça comum está em operação. No desenvolvimento e no exercício do domínio sobre a terra, homens e mulheres demonstram e refletem a sabedoria do seu Criador, comprovam as qualidades dadas por Deus, as virtudes morais e a autoridade sobre o universo, e coisas semelhantes. Embora todas essas atividades sejam contaminadas por motivos pecaminosos, elas apesar disso refletem a excelência de nosso Criador e, portanto, trazem a glória a Ele, não de forma plena e perfeita, mas ainda assim significativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;d. Nossa resposta à doutrina da graça comum&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensando sobre as várias espécies de bondades vistas na vida dos descrentes por causa da graça comum que Deus dá abundantemente, devemos ter em mente três pontos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Graça comum não significa que quem a recebe será salvo. Mesmo uma porção excepcional de graça comum não significa que quem a recebe será salvo. Até as pessoas mais habilidosas, mas inteligentes, mais ricas e poderosas no mundo ainda carecem do evangelho de Jesus Cristo ou serão condenadas eternamente! Os nossos vizinhos mais bondosos e de moral mais elevada ainda carecem do evangelho de Jesus Cristo ou serão condenados eternamente! Exteriormente pode parecer que eles não têm necessidade algumas, mas a Escritura ainda diz que os descrentes são “inimigos de Deus” (Romanos 5:10; cf. Colossenses. 1:21; Tiago 4:4) e são “contra” Cristo (Mateus 12:30). Eles são “inimigos da cruz de Cristo” e “só pensam nas coisas terrenas” (Filipenses 3:18,19), sendo “por natureza merecedores da ira” (Efésios 2:3).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Devemos ser cuidados em não rejeitar as coisas boas que os descrentes fazem, considerando-as totalmente más. Pela graça comum os descrentes fazem algumas coisas boas, e devemos ver a mão de Deus nelas, sendo agradecidos por elas, como por exemplo nas amizades, em cada ato de bondade, no que elas trazem de bênçãos para outras pessoas. Tudo isso — embora o descrente não o saiba — procede em última análise de Deus, e Deus merece a glória por tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. A doutrina da graça comum deveria estimular nosso coração à gratidão muito maior a Deus. Quando descemos uma rua e vemos casas, jardins e famílias vivendo em segurança, ou quando negociamos no mercado e vemos os resultados abundantes do progresso tecnológico, ou quando andamos pelos bosques e vemos a beleza da natureza, ou quando somos protegidos pelas autoridades, ou quando somos educados no vasto conhecimento humano, devemos perceber não somente que Deus, em Sua soberania, é o responsável último por todas essas bênçãos, mas também que Deus as tem concedido aos descrentes, embora eles não tenham absolutamente nenhum mérito com relação a elas! Essas bênçãos no mundo não são apenas evidências do poder e sabedoria de Deus, mas a manifestação contínua da Sua graça abundante. A percepção deste fato deveria fazer nosso coração se encher de gratidão a Deus em cada atividade de nossa vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Wayne Grudem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4816885594754935362-5121235658807922130?l=stbndf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://stbndf.blogspot.com/feeds/5121235658807922130/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4816885594754935362&amp;postID=5121235658807922130' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4816885594754935362/posts/default/5121235658807922130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4816885594754935362/posts/default/5121235658807922130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://stbndf.blogspot.com/2007/08/graa-comum.html' title='A Graça Comum'/><author><name>Seminário Teológico Batista Nacional</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14888190827767300658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4816885594754935362.post-7606759259944656040</id><published>2007-08-25T17:49:00.000-03:00</published><updated>2007-08-29T18:27:04.403-03:00</updated><title type='text'>Teologia e vida</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A teologia trata do conhecimento de Deus, e a única fonte fidedigna da teologia verdadeira é a revelação que Deus tem dado de si mesmo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;A Criação já traz em si mesma uma revelação geral de Deus. Romanos 1.20 declara que são indesculpáveis os homens que não vêem os atributos invisíveis de Deus, Seu eterno poder e Sua natureza divina. Sabemos que tudo que existe no Universo, o sol, a lua, as estrelas, a Terra, as plantas e animais, assim como as pessoas, são evidência do poder e inteligência de Deus. A teoria da evolução, além de não ser capaz de explicar a origem de nada, tem grandes dificuldades em mostrar como um micróbio pode desenvolver complexidade e crescer para se tornar um peixe ou um mamífero. Entre os incontáveis fósseis já encontrados, ainda não foram encontrados os "elos perdidos". O fato é que nos mais avançados laboratórios do mundo nunca foi possível criar uma célula viva sem a utilização de outra célula viva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez que abandonamos a explicação evolucionista – que não reponde às perguntas mais difíceis – a única opção que nos resta é a conclusão teológica. Se optarmos pela explicação da teologia natural – isto é, que Deus é o criador pessoal, inteligente e todo-poderoso –, estamos no caminho certo. Ele é a fonte da lei gravada nos corações de todos na qual se baseiam os conceitos de justiça e moralidade. Sem a revelação natural, patente na Criação, os homens não teriam culpabilidade. A sua ignorância seria desculpável. Paulo declara, porém, que não glorificar o Criador nem lhe render graças são crimes contra Deus, passíveis de condenação. Os homens que não agradecem a Deus pela vida e por tudo aquilo que os beneficia passarão pelo justo juízo de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reconhecemos, no entanto, que a revelação pela natureza não é clara ou completa o suficiente para salvar aqueles que nunca tiveram acesso à revelação especial de Deus. A Bíblia inspirada por Deus é essa revelação especial capaz de apresentar tudo o que é necessário para ser salvo. Prova disso são as palavras de Jesus: "Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas que testificam de mim" (João 5.39).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a inspiração do Espírito Santo, profetas e apóstolos escreveram justamente o que Deus queria comunicar (2 Pedro 1.21). Paulo ainda ensina que "toda Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça" (2 Timóteo 3.16). A palavra "inspirada" quer dizer "comunicada por Deus". Sabemos que a Bíblia não foi ditada, pois seus autores utilizaram estilos próprios de escrita. O conteúdo, no entanto, veio de Deus e foi controlado por Ele para evitar qualquer contaminação de erro nos escritos originais. Jesus disse que "a Escritura não pode falhar" (João 10.35), indicando que não admitia nenhum erro no texto sagrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, saber o que a Bíblia ensina sobre Deus não é a mesma coisa que conhecê-lo. Ainda que o conhecimento de Deus se baseie nas verdades reveladas nas Escrituras, o encontro que produz a vida eterna depende de um contato pessoal com o Criador. Pela fé, crendo naquilo que a Bíblia afirma sobre sua pessoa e no que Jesus Cristo, Seu Filho, fez por nós na cruz e na ressurreição, é possível ter contato vital e pessoal com Deus. Por meio da oração de fé e de um coração ouvinte, essa comunhão inicialmente tênue e precária torna-se forte e constante na busca contínua de Sua presença. A comunhão com outros cristãos, por outro lado, é muito importante para gozar esta vida espiritual. Amizade e lealdade surgem na comunhão entre as pessoas – o mesmo ocorre na comunhão entre Deus e Seus filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem se aprofunda no estudo da teologia deve ter uma compreensão mais acurada deste relacionamento que Jesus chamou de "vida abundante". Esta é a vida que vale a pena ser vivida na Terra e no além.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Russell Shedd, PhD.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4816885594754935362-7606759259944656040?l=stbndf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://stbndf.blogspot.com/feeds/7606759259944656040/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4816885594754935362&amp;postID=7606759259944656040' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4816885594754935362/posts/default/7606759259944656040'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4816885594754935362/posts/default/7606759259944656040'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://stbndf.blogspot.com/2007/08/teologia-e-vida.html' title='Teologia e vida'/><author><name>Seminário Teológico Batista Nacional</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14888190827767300658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4816885594754935362.post-6888607702662067240</id><published>2007-08-25T17:43:00.000-03:00</published><updated>2007-08-25T17:46:05.092-03:00</updated><title type='text'>Uma Igreja Cheia de Compaixão e Discernimento</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Introdução&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;A sociedade atual é perversa e sem compaixão. Nela só há lugar para as pessoas capazes e competentes, que conseguem cumprir todas as exigências do mercado de trabalho e de consumo. Cada vez mais as empresas exigem maior qualificação para seus trabalhadores, e cada vez mais as máquinas substituem as pessoas no desempenho de funções e realização de serviços – e com isso aumenta o desemprego, a economia informal e a marginalidade. A sociedade atual, dominada pelo “deus Capital (Mamon)” gera um sistema social de exclusão, mediante o qual um número cada vez maior de pessoas é excluído do mercado de trabalho, da educação, da saúde, da dignidade, da própria vida! As pessoas cada vez mais se refugiam nas drogas, na violência, nas religiões sem compromisso, no sexo sem amor, no individualismo, no consumismo; ou simplesmente caem para o submundo da miséria, da fome da marginalidade. É a todas essas pessoas que iremos pregar o Evangelho, pessoas sem compaixão, porque acreditam que a competitividade é o melhor meio de eliminar a pobreza e o sofrimento humano. Pessoas sem compaixão, porque são vítimas sacrificiais de uma economia perversa, e se tornaram brutalizadas pelo sofrimento. Pessoas sem discernimento, porque há tanta informação que não mais se consegue avaliar a veracidade das mesmas. Pessoas sem discernimento, porque o consumista é guiado pelo desejo, pura e simplesmente, não pela razão, nem pela inteligência da fé. Em nossa sociedade, um dos grandes desafios para a Igreja é crescer em compaixão e discernimento.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;1.Uma igreja cheia de compaixão&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Compaixão e solidariedade na proclamação do Evangelho&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Precisamos de compaixão e solidariedade para proclamar o Evangelho! Ao olhar para as pessoas e para as multidões de seus dias, Jesus as via como “ovelhas sem pastor” e demonstrava-lhes compaixão. A compaixão (solidariedade) era o motor de suas ações a favor das pessoas (v. Mt 9,36; 14,14; 15,32; 20,34; Mc 6,34; 8,2; Lc 7,13, etc.). Jesus demonstrava, através de seus atos, a compaixão de Deus pelos seus filhos e filhas escravizados ao pecado; demonstrava a solidariedade do Deus encarnado para com a humanidade pecadora (cf. Hb 2,14-17; 4,15-16). Para pregar o Evangelho não posso ver o “outro” como adversário – a evangelização não pode gerar inimigos, mas, sim, pessoas reconciliadas com Deus e, conseqüentemente conosco e com elas mesmas, amigos e amigas de Jesus Cristo (Jo 15,14-15).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Para pregarmos o Evangelho precisamos resistir à tendência desumanizadora e brutalizante de nossa sociedade; precisamos resistir à tentação de vivermos apenas em função de nós mesmos e de nossos interesses e desejos. Precisamos de solidariedade, compaixão: sentir o sofrimento do outro, como o nosso próprio sofrimento. Se somos amigos e amigas de Cristo, fazemos o que Ele manda. E o que Ele manda? “Eu vos escolhi para irdes produzir frutos e para que o vosso fruto permaneça ... O que eu vos ordeno é que vos ameis uns aos outros” (Jo 15,16-17). A Igreja existe para anunciar o Evangelho – essa é a grande comissão de Jesus (Mt 28,18-20 e paralelos), e esse é o poder do Espírito (At 1,8) – e se ela não o faz, deixa de ser povo de Deus, e se identifica com o mundo; torna-se sal sem sabor, não prestando para nada. Tenhamos compaixão de todas as pessoas. Anunciemos o Evangelho de Jesus Cristo, a boa notícia de que Deus pode mudar a vida das pessoas!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Compaixão e solidariedade na diaconia cristã&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Assim como Jesus fez acompanhar sua pregação de sinais visíveis do amor de Deus pelos pecadores, também a Igreja compassiva, na pós-modernidade, fará sua pregação da salvação ser acompanhada dos sinais do Reino. Quem ama, é compassivo e solidário com a pessoa toda, não faz divisão entre “alma” e “corpo”, pregando para salvar “a alma” e deixar o “corpo” morrer. Jesus cuidava das doenças do corpo, das doenças espirituais, dos problemas econômicos e sociais. Paulo, o evangelista aos gentios, recebeu a recomendação de “nos lembrar dos pobres, o que eu tive muito cuidado de fazer” (Gl 2,10). A diaconia cristã é a expressão concreta da compaixão evangelizadora da Igreja. A diaconia é o meio pelo qual a Igreja pratica as boas-obras para as quais cada cristão foi chamado por Deus (Ef 2,10).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Precisamos discernir quais são as boas-obras mais urgentes, ou quais as formas mais importantes de ação diaconal. No âmbito da economia, por exemplo, a esmola já perdeu a sua eficácia (que tinha em períodos muito antigos na história econômica da humanidade). O socorro econômico através da esmola é insuficiente para livrar os pobres da miséria. É preciso ações mais eficazes. Por exemplo: projetos sociais de capacitação profissional, projetos sociais de desenvolvimento comunitário; movimentos sociais de luta contra o desemprego, contra a fome; movimentos políticos pela adoção de mecanismos de defesa econômica dos cidadãos, garantidos pelo Estado – por exemplo: renda mínima, salário educação, etc. No âmbito da saúde, é preciso também atuar através de projetos de desenvolvimento (ambulatórios, clínicas voluntárias, etc.), e de movimentos sociais e políticos (campanhas contra certos tipos de câncer, instituições especializadas no atendimento a certos tipos de doenças e deficiências, etc.; movimentos políticos que visem forçar o Estado a cumprir as metas de saúde pública mínimas para garantir a dignidade dos cidadãos).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Em uma palavra, é preciso que a Igreja atue de forma a contribuir para que a cidadania seja uma verdade prática, e não apenas um direito constitucional. Para que a mensagem do Reino pregada pela Igreja seja entendida, é necessário que a Igreja demonstre os sinais do Reino através de sua vida e da vida de seus membros. Em nossa sociedade, na qual a pessoa só é vista como consumidora, ou como produtora de bens, precisamos ajudar a resgatar a cidadania das pessoas. Como cidadãos do Reino de Deus, somos chamados a lutar para sermos cidadãos de um país justo e livre e para demonstrar solidariedade plena para com os não-cidadãos! Para fazer isso, o Espírito que ungiu Jesus, também pode nos ungir (cf. Lc 4,18-21; 7,18-23)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;2.Uma igreja cheia de discernimento&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;A vida não refletida, apenas sentida ...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Uma das características fundamentais da chamada pós-modernidade é o abandono da reflexão crítica racional. Reconhecendo a incapacidade da razão resolver todos os problemas humanos, as pessoas que aderem ao novo modo de ser pós-moderno preferem levar a vida a partir dos sentimentos e desejos, e não da reflexão, ou, em linguagem bíblica, do discernimento. Sentir é mais importante do que saber, e sentir-se bem é o que realmente importa para o indivíduo pós-moderno. Essa ausência de reflexão é conseqüência da negação das utopias (propostas de transformação social e econômica) e da afirmação do “fim da história” (a crença de que o estágio atual do capitalismo neo-liberal é a forma mais completa da evolução humana). Se nada há adiante de nós, se já alcançamos a forma mais evoluída possível de organização social, econômica e política, para que refletir criticamente sobre a realidade? Basta viver, e curtir a vida. Basta sentir e deixar-se levar pelos sentimentos. Para que pensar, se os governantes irão fazer o que for necessário para a vida melhorar? Para que pensar, se o mercado “livre” é capaz de organizar a atividade das pessoas, distribuir oportunidades e castigos? Vamos aproveitar a vida! Ou, nas palavras de um antigo filósofo, “comamos e bebamos porque amanhã morreremos”! Precisamos de uma renovação de nossa vida litúrgica, que está cedendo ao irracionalismo pós-moderno.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Como conseqüência do irracionalismo, na vida da igreja, nossos cultos têm cada vez menos conteúdo e cada vez mais emoção. Cada vez menos Palavra de Deus, e cada vez mais desejos e sonhos humanos. Cada vez procuramos menos agradar a Deus, e mais a nós mesmos – afinal, “o culto não é para a gente se sentir bem?” Liturgias irracionais não ajudam a Igreja a enfrentar a pós-modernidade. A rejeição da razão não é a solução para os males da racionalidade moderna, voltada inteiramente para a técnica e a eficácia. Ao invés de vivermos levados pelos sentimentos, precisamos de uma racionalidade ampla, humana, plena. Precisamos de uma “razão comunicativa”, que, ao invés de se centrar na técnica e eficácia, tenha seu eixo na relação pessoal e social com o “outro” (próximo, na linguagem bíblica). Como cristãos, em particular, precisamos de uma inteligência crítica, que nos torne capazes de “dar a razão da nossa esperança a quem nos perguntar” (I Pedro 3,15).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;A vida sem integridade, apenas com interesses e desejos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Uma vida vivida em função dos sentimentos, além de negar a capacidade humana de crítica e pensamento construtivo, também nos torna fáceis presas de nossos interesses e desejos pecaminosos. Vários são os sintomas da crise da razão e do reinado do sentimentalismo. Por exemplo: a desestruturação da vida familiar, em função de uma visão meramente romântica do amor, mediante a qual “João ama Maria, que gosta de José, que ama Antônia, que prefere Pedro, mas está triste porque ele ama José ...”. Outra causa da desestruturação familiar é o afastamento cada vez maior entre pais e filhos, a falta de comunicação eficaz entre as gerações dentro de casa, a tentativa de cada lado impor a sua vontade e seus desejos. Além da desestruturação da vida familiar, outro exemplo da crise da razão é o abandono da integridade como padrão ético de comportamento. Tudo vale para a realização dos desejos pessoais – uma mentirinha, um jeitinho, uma “fézinha” ... A palavra não precisa ser cumprida, os compromissos não são levados a sério, os relacionamentos pessoais servem apenas enquanto se “leva vantagem”. Não há integridade nos negócios, nas relações pessoais, na política, no exercício do poder público. Neste sentido, a pós-modernidade não é tão “pós” assim, pois a falta de integridade é uma característica da pecaminosidade humana. Todavia, em nossos dias, como nos tempos de Paulo, a ausência de integridade tem se tornado o ponto mais crítico da ética individual e social (cp. Rm 1,28-33). O mais preocupante, porém, é a penetração da falta de integridade nos meios evangélicos! Líderes internacionais de missões e pastoral, como Frank Dietz e Warren Wiersbe têm escrito livros defendendo a necessidade da volta da integridade à vida cristã, particularmente entre os líderes do povo de Deus. Como poderá Deus nos escutar se não vivemos de forma íntegra a Sua vontade? (cf. Amós 5,21-24). Como anunciar o Deus da justiça sem integridade? Como crerão se não virem em nós a verdade de Deus em ação?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;A vida cheia do Espírito Santo, refletindo e crescendo no saber de Deus&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Contra o irracionalismo da pós-modernidade, a resposta bíblica é a vida cheia do Espírito Santo. Em sua exortação aos efésios, Paulo disse: “Sede verdadeiramente atentos a vosso modo de viver: não vos mostreis insensatos (sem juízo, sem razão), sede, antes, pessoas sensatas, que põem a render o tempo presente, pois os dias são maus. Não sejais portanto sem juízo, mas compreendei bem qual é a vontade do Senhor ... sede cheios do Espírito Santo” (Ef 5,15-18). A exortação paulina é muito apropriada para os nossos dias. Precisamos de uma renovação da vida intelectual da Igreja. Precisamos de que o povo de Deus assuma a sua função de teólogos e teólogas! Pois é isso que Paulo está pedindo de nós. Estar atentos a nosso modo de viver, sermos sensatos, significa refletirmos sobre a nossa realidade à luz da Palavra de Deus, movidos pelo Espírito. E a teologia é exatamente isso! Na modernidade, a teologia era rejeitada em troca da “prática”, na pós-modernidade ela é rejeitada em troca da “beleza” ou do “sentimento”. Mas nós precisamos urgentemente dela. De uma teologia prática, bela, racional e cheia do Espírito Santo. Precisamos de uma teologia baseada no discernimento do Espírito, que nos faça andar de modo digno do Senhor, que nos faça crescer no conhecimento de Deus, que nos faça transbordar em boas obras missionárias (cf. Cl 1,9-11). Nossas igrejas precisam redescobrir o valor da reflexão séria e profunda sobre a vida baseada na Palavra de Deus. Precisamos de pastores que devolvam ao púlpito o seu vigor teológico, precisamos de mestres que devolvam à educação cristã seu vigor pedagógico e reflexivo. Precisamos de renovação de nossa vida eclesial, de nossos programas e encontros, de forma que a reflexão ocupe um lugar tão importante quanto a comunhão, a oração e a adoração a Deus. A renovação da vida dos “leigos” é fundamental para que a Igreja possa realizar sua missão no mundo pós-moderno. Um dos grandes desafios para o povo de Deus na atualidade é a vida de discernimento. Precisamos de um povo cheio do Espírito Santo, capaz de refletir sensatamente sobre a vida, capaz de interpretar fielmente a Bíblia, capaz de anunciar a Palavra inteligentemente!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Conclusão&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Compaixão e discernimento são características da atuação do Espírito no povo de Deus. Embora não seja comum perceber que são duas atitudes que podem e devem caminhar juntas, nós precisamos crescer em ambas simultaneamente. Zelo e amor sem conhecimento acabam gerando ativismos, fanatismos, individualismos institucionais. Conhecimento sem amor e compaixão acaba gerando orgulhos, vaidades, individualismos institucionais. Para vencer em um mundo marcado por competitividade, o povo de Deus deve escolher entre seguir o caminho do Mercado, e viver em função de estratégias, planos, conquista de espaços; ou seguir o caminho da missão, marcado por compaixão ativa e transformado e por discernimento permanente, a fim de que as decisões do dia-a-dia sejam direcionadas por Deus e se concretizem em ações abençoadoras da humanidade e da criação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Júlio P. T. Zabatiero&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4816885594754935362-6888607702662067240?l=stbndf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://stbndf.blogspot.com/feeds/6888607702662067240/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4816885594754935362&amp;postID=6888607702662067240' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4816885594754935362/posts/default/6888607702662067240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4816885594754935362/posts/default/6888607702662067240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://stbndf.blogspot.com/2007/08/uma-igreja-cheia-de-compaixo-e.html' title='Uma Igreja Cheia de Compaixão e Discernimento'/><author><name>Seminário Teológico Batista Nacional</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14888190827767300658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4816885594754935362.post-3171605198139727295</id><published>2007-08-25T13:25:00.000-03:00</published><updated>2007-08-25T13:29:46.483-03:00</updated><title type='text'>Gestão ou Manipulação de Pessoas</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Durante um programa de educação corporativa, realizado no cenário paradisíaco de Angra do Reis, estava pensando sobre o trabalho com o grupo e associando-o a uma leitura recomendada em meu Mestrado. Decidi compartilhar com os amigos leitores algumas reflexões sobre o poder nas organizações. O assunto é bastante amplo e polêmico, por isso sem nenhuma pretensão de caráter acadêmico, e muito menos de esgotá-lo, tentarei analisar alguns pontos do livro “O poder das organizações” (Max Pages e outros) que desencadearam algumas idéias sobre este tema, baseadas em minha experiência e percepções pessoais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na visão dos autores da citada obra, o poder é “um sistema que se inscreve sobre um quádruplo eixo de coordenadas: econômico, político, ideológico e psicológico”, que pode ser exercido por formas de controle, que evoluíram da repressão e punição para a interiorização e normalização, permitindo que as organizações penetrem em esferas antes consideradas privadas como: os valores, os ideais, o estilo de vida e a personalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse processo é caracterizado pela despersonalização das relações de poder onde a figura do chefe perde expressão, sendo substituída por políticas, regras e outros dispositivos, que visam reduzir contradições sociais, assumindo uma função mediadora, ainda que não sejam também incomuns as manifestações de poder na sua forma mais explícita, numa cultura punitiva, rigidamente hierarquizada e coercitiva, na tradicional linha do “manda quem pode, obedece quem tem juízo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A empresa permite às pessoas se sentirem como em uma igreja, onde permeiam valores que incitam as pessoas a se dedicarem de corpo e alma a seu trabalho. Esta adesão é um elemento fundamental para o poder da empresa e para o sistema de dominação e alienação dos indivíduos. Os valores essenciais da ideologia humanista cristã (respeito ao indivíduo, valorização do esforço e do sacrifício, perseverança, integridade...) são alegados para mascarar as condições reais de exploração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As políticas de recursos humanos são práticas ideológicas, são processos de mediação pluri-dimensionais, em diversos níveis, tais como:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- no nível econômico, onde elas gerenciam as vantagens concedidas ao pessoal em contraposição ao seu trabalho;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- no nível político, onde elas asseguram o controle da conformidade às regras e aos princípios, à divisão dos indivíduos e dos grupos, ao comando de suas relações;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- no nível ideológico, pois elas encarnam concretamente os valores de consideração pelas pessoas, do serviço e da eficácia que legitimam todas estas práticas e ocultam os objetivos de lucro e dominação, e por fim;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- no nível psicológico, pois praticam a política de gestão dos afetos, que favorece o investimento inconsciente massivo da organização e a dominação desta sobre o aparelho psíquico dos funcionários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As questões levantadas suscitam profundas reflexões sobre a prática da “gestão de pessoas” nas organizações, que na minha perspectiva, podem ser entendidas como “manipulação de pessoas”. Para que isto não ocorra, cabe aos Gestores em geral e, em especial, àqueles que trabalham diretamente com a gestão de pessoas, influindo e elaborando políticas de pessoal, analisar os impactos de suas ações, identificarem a “serviço” de quem ou do que estão trabalhando, repensarem seus referenciais teóricos e o reposicionamento filosófico, de forma a adotarem práticas de gestão, que preservem os valores pessoais, propiciem aos indivíduos encontrarem verdadeiro significado no trabalho, atuando de forma ativa e crítica no contexto nos quais estão inseridos, possibilitando ao sujeito perceber as contradições da relação capital X trabalho e encontrar a saída “mais satisfatória” para sua realização pessoal e, simultaneamente, a contribuição para a empresa na qual estiver trabalhando. Qualquer tentativa de mudança na relação de poder nas organizações passará, necessariamente, pela compreensão da natureza das relações inconscientes pelas quais os indivíduos se ligam à organização e pelas políticas que reforçam esta relação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A obra junta os complexos referenciais teóricos do marxismo e da psicanálise, para explicar as relações de poder. Segundo os autores, a alienação do indivíduo se dá devido a uma profunda relação de dependência da organização, que é o simbólico da figura materna. A interpretação psicanalítica deste fenômeno é facilmente percebida nas organizações, com a implementação das políticas de remuneração e desenvolvimento de carreira, onde a maioria dos indivíduos assume uma postura de transferir a responsabilidade por seu desenvolvimento profissional para a Empresa que, em contrapartida, reforça esta postura de provedora, quando oferece benefícios (assistência médica, dentária, alimentação, bolsa de estudo, etc.) que além de fortalecer a dependência, funciona como alternativa de salário indireto, para fugir da alta tributação trabalhista (que no Brasil é bastante pesada) e de outros tributos, em função de classificações contábeis diferenciadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de concordar com o fato de que os fenômenos de poder, estudados na obra, ocorram no mundo corporativo, e também concordar com as abordagens escolhidas pelos autores para explicar tais fenômenos, no meu ponto de vista, isto não pode e nem deve provocar uma visão pessimista da gestão de pessoas no mundo contemporâneo. A visão crítica permite que se perceba o grande desafio que os profissionais da administração, e de outras ciências humanas, têm de encontrarem, partindo de um referencial teórico consistente, novas ferramentas e práticas, que, por meio do autoconhecimento e do desenvolvimento pessoal, possibilitem ao SER HUMANO, sair da posição de RECURSO para a de ATOR desse processo histórico do qual faz parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como acredito que isto é possível, tanto quanto, ter no trabalho uma das fontes de prazer e de realização pessoal, eu busco em minhas atividades profissionais e acadêmicas novas formas de desenvolver e gerir as pessoas dentro das organizações e também outras respostas para infindáveis perguntas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será isto: ciência, arte ou utopia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Material retirado do Pocket MBA Gestão de Pessoas e Negócios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;DENIZE DUTRA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Consultora Sênior do Instituto MVC&lt;br /&gt;Autora do Programa E-Learning Desenvolvimento Pessoal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4816885594754935362-3171605198139727295?l=stbndf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://stbndf.blogspot.com/feeds/3171605198139727295/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4816885594754935362&amp;postID=3171605198139727295' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4816885594754935362/posts/default/3171605198139727295'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4816885594754935362/posts/default/3171605198139727295'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://stbndf.blogspot.com/2007/08/gesto-ou-manipulao-de-pesseoas.html' title='Gestão ou Manipulação de Pessoas'/><author><name>Seminário Teológico Batista Nacional</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14888190827767300658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4816885594754935362.post-9059854491816595628</id><published>2007-08-25T10:26:00.000-03:00</published><updated>2007-08-25T10:54:43.750-03:00</updated><title type='text'>A Opção pelos Pobres é Opção pela Justiça...</title><content type='html'>&lt;p  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Situação da questão&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;   &lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sempre dissemos que      a Opção pelos Pobres fundamenta-se em Deus mesmo, no ser de Deus, e tem, portanto,      natureza “teocêntrica”&lt;a href="http://www.servicioskoinonia.org/relat/371p.htm#_ftn1" name="_ftnref1" title=""&gt;&lt;/a&gt;: De certa maneira, podemos dizer que Deus mesmo faz opção      pelos pobres, Deus “é” opção pelos pobres. Era um consenso universalmente      sentido que esta Opção pelos Pobres baseava-se precisamente no Amor-Justiça      do Deus bíblico e cristão&lt;a href="http://www.servicioskoinonia.org/relat/371p.htm#_ftn2" name="_ftnref2" title=""&gt;&lt;/a&gt;.   &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Entretanto, com o      advento da “crise da Teologia da Libertação”, alguns autores suavizaram seu      discurso sobre a Opção pelos Pobres, preferindo abandonar a perspectiva do      Amor-Justiça&lt;a href="http://www.servicioskoinonia.org/relat/371p.htm#_ftn3" name="_ftnref3" title=""&gt;&lt;/a&gt;, substituindo-a quase      completamente pela da “gratuidade” de Deus como fundamento da Opção pelos      Pobres. Neste novo posicionamento, Deus, simplesmente “prefere” os pobres,      tem uma “fraqueza” misericordiosa, uma “ternura” incontida para com eles,      e não se deverai buscar muitas razões para esse fato, precisamente porque      é “gratuito”.    &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A Opção pelos Pobres      resultaria ser uma espécie de “capricho” de Deus com relação aos “pequenos”,      aos “fracos”, aos “insignificantes”. É destes que hoje se deveria falar, e      já não mais dos “pobres” no sentido forte&lt;a href="http://www.servicioskoinonia.org/relat/371p.htm#_ftn4" name="_ftnref4" title=""&gt; &lt;/a&gt;do discurso clássico, o qual hoje estaria já ultrapassado.      A própria teologia da Opção pelos Pobres deveria desvincular-se do tema forte      da justiça e ser adjudicada ao tema suave da gratuidade. &lt;a href="http://www.servicioskoinonia.org/relat/371prtf.zip"&gt;Texto completo...&lt;/a&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4816885594754935362-9059854491816595628?l=stbndf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://stbndf.blogspot.com/feeds/9059854491816595628/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4816885594754935362&amp;postID=9059854491816595628' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4816885594754935362/posts/default/9059854491816595628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4816885594754935362/posts/default/9059854491816595628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://stbndf.blogspot.com/2007/08/opo-pelos-pobres-opo-pela-justia.html' title='A Opção pelos Pobres é Opção pela Justiça...'/><author><name>Seminário Teológico Batista Nacional</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14888190827767300658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
